Modelo de trabalho continua a pesar na escolha de um novo emprego

Foto: Pixabay

Dados divulgados pela Hays mostram que, para 87% dos profissionais, o modelo de trabalho continua a ser um fator determinante na avaliação de uma nova oportunidade de emprego.

De acordo com uma consulta promovida pela Hays Portugal junto da sua comunidade profissional, 87% dos inquiridos consideram que o modelo de trabalho, presencial, remoto ou híbrido, é uma prioridade máxima ou um fator muito importante na avaliação de uma nova oportunidade de emprego.

Os resultados mostram ainda que, para 72% dos profissionais, o modelo híbrido contribuiu para melhorar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, reforçando a importância crescente da flexibilidade enquanto elemento de bem-estar e qualidade de vida. Apenas 2% consideram que este modelo teve um impacto negativo.

Por sua vez, apenas 6% dos profissionais consideram que o modelo de trabalho não é relevante na avaliação de uma nova oportunidade profissional, enquanto 25% classificam-no como uma prioridade máxima e 62% como um fator muito importante.

Perante este contexto, e numa altura em que muitas organizações reforçam a presença no escritório e o debate em torno do regresso ao trabalho presencial, constata-se que a flexibilidade continua a ser uma das principais prioridades dos profissionais.

Refira-se que esta consulta da Hays Portugal foi realizada junto da comunidade profissional da marca através de duas questões colocadas online, tendo recolhido 539 respostas, entre os dias 25 a 38 de maio e 1 a 4 de junho.

Esta tendência acompanha os resultados anteriormente reunidos pelo Guia Hays 2026, que analisou as opiniões de mais de 1.300 profissionais qualificados e quase 500 empregadores em Portugal. Segundo este Guia, 22% dos profissionais recusaram propostas de emprego por não incluírem possibilidade de teletrabalho, enquanto 33% identificam o equilíbrio entre vida profissional e pessoal como um dos principais fatores para permanecer na organização onde trabalham atualmente.

O próprio Guia Hays 2026 demonstra que a falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional continua a ser uma das razões apontadas pelos profissionais para mudarem de emprego, refletindo a crescente importância do bem-estar nas decisões de carreira.

Os dados sugerem que a valorização dos modelos híbridos está diretamente relacionada com a gestão do tempo, a redução das deslocações e a capacidade de equilibrar responsabilidades profissionais e pessoais. Esta realidade assume especial relevância num mercado em que os profissionais são cada vez mais seletivos relativamente às oportunidades que consideram.

Paula Baptista, Managing Director da Hays Portugal, sublinha que “nos últimos anos, assistimos a uma mudança estrutural nas expetativas dos profissionais. A flexibilidade deixou de ser encarada como um benefício complementar para passar a fazer parte da proposta de valor das empresas. Hoje, os profissionais procuram modelos de trabalho que lhes permitam conciliar as exigências da carreira com a sua vida pessoal, sem comprometer o seu desenvolvimento profissional”.  Conclui que “as organizações que conseguirem responder a estas expetativas estarão mais bem preparadas para atrair e fidelizar talento num mercado cada vez mais competitivo”.

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