A Microsoft Portugal, juntamente com alguns escritórios de advogados e empresas, promoveu um encontro no Centro de Congressos de Lisboa onde o tema de debate incidiu sobre o novo regulamento de proteção de dados.

O Centro de Congressos de Lisboa recebeu ontem, durante toda a manhã, um encontro sobre o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD). Sendo um tema amplamente discutido nos últimos tempos, uma vez que  esta nova medida vai entrar em vigor já no próximo dia 25 de maio, a Microsoft convidou alguns escritórios de advogados e empresas para explicarem e tirarem dúvidas sobre o tema aos participantes da conferência.

O evento não só incidiu sobre os princípios básicos do novo regulamento, como também aprofundou as novas medidas nos diversos setores onde tem mais impacto. Áreas como marketing e serviço ao cliente, governo e administração pública, saúde e farmacêuticas, finanças e seguros e serviço ao cidadão tiveram especial interesse por parte dos participantes do evento.

Numa das sessões de abertura, intitulada “The New Superhero of Corporate Compliance: The DPO”, Gonca Dhont, presidente da associação de Data Protection Officers (DPO), explicou as bases do RGPD e o papel fundamental que os DPOs têm na entrada em conformidade com o regulamento e na proteção de dados dos seus clientes.

Recorde-se que já em setembro do ano passado, em entrevista ao Link to Leaders, no âmbito da conferência “The Market for Data Protection Officers in Europe”, realizada em Lisboa, Gonca Dhont tinha abordado algumas questões relacionadas com esta temática.

Durante algumas das sessões que integraram a iniciativa Microsoft ficou patente que existe uma preocupação crescente dos consumidores relativamente à proteção dos seus dados pessoais. No caso de setores como customer service, saúde, serviço ao cidadão e seguradoras, o cuidado por parte das empresas na defesa da informação dos seus clientes tem de ser maior, visto que, pela especificidade ada atividade, têm acesso a dados mais delicados.

No caso de falta de conformidade com o RGPD depois da data estipulada, as empresas estão sujeitas a coimas que podem chegar aos 20 milhões de euros ou a 4% das suas receitas anuais.

Refira-se que com este regulamento, a União Europeia quer atualizar a legislação que foi posta em prática em 1995. Como foi aprovada numa altura anterior à generalização da internet, as novas regras surgem, agora, para colmatar o que as antigas normativas não foram capazes de acompanhar: a evolução tecnológica dos últimos anos.

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