Mattias Ljungman apercebeu-se ainda quando estava na Atomico de uma falha no investimento “seed” na Europa, com os fundos de investimento a apostarem particularmente nas rondas “series A”. Para colmatar esta falha, lançou o seu próprio projeto, a Moonfire Ventures.

Durante 10 anos, Mattias Ljungman ajudou a mudar o cenário “adormecido” do capital de risco da Europa como cofundador da Atomico, a capital de risco internacional de 2,7 mil milhões de dólares (2,2 mil milhões de euros) que apoiou empresas como a Klarna e Llium. Esta semana Ljungman anunciou que lançou uma nova empresa para preencher a lacuna no financiamento em estágio inicial, a Moonfire Ventures, que angariou um total de 60 milhões de dólares (49 milhões de euros).

Por mais que o Atomico tenha feito parte da transformação do ecossistema europeu, Ljungman sentiu que os empresários precisavam de outro catalisador nos estágios iniciais para encorajá-los a serem mais ousados. Desta forma, percebeu que a melhor maneira de o fazer era concentrar-se nos negócios pré-semente.

“A fase semente está subinvestida na Europa”, disse Ljungman. “Acho que temos fundos incríveis nos Estados Unidos e há muitos. E embora aqui na Europa tenhamos fundos que são bons, não é apenas a profundidade e a amplitude que precisamos”, acrescentou, citado pelo Shifted

A Moonfire terá como a foco a área da saúde digital, futuro do trabalho, jogos e fintech. Neste momento, a Moonfire já apoia cerca de meia dúzia de start-ups, incluindo as londrinas Humaans, que foca-se no desenvolvimento de software de recursos humanos, e a Electric Noir, um estúdio de videojogos que cria jogos que se assemelham a filmes em termos de riqueza da narrativa. Mas o objetivo é juntar cerca de 30 start-ups com um investimento de 1 a 1,5 milhões de dólares (830 mil a 1,2 milhões de euros) em cada.

Entre os apoiantes desde fundo estão outros fundos norte-americanos, mas também Niklas Zennstrom, bilionário que fundou o Zkype e antigo chefe de Mattias Ljungman na Atomico.

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