O Fórum Oceano em parceria com a Beta-i criaram um projeto para colocar em marcha uma plataforma de serviços de aceleração em Portos do Atlântico. Chama-se “Atlantic Smart Ports Blue Acceleration Network”.

O “Atlantic Smart Ports Blue Acceleration Network” (AspBAN) foi selecionado pela DG Mare da Comissão Europeia para pôr em prática uma plataforma de serviços de aceleração em Portos do Atlântico. Trata-se de um projeto liderado pela Beta-i e coliderado pelo Fórum Oceano (entidade que tem a seu cargo a gestão do cluster do mar português), que tem início marcado para este mês. Conta também com a participação de 11 parceiros europeus e norte-americanos, e de centenas de parceiros estratégicos mundiais (setor privado, fundos de investimento, aceleradoras, associações empresarias e entidades políticas) e, sobretudo, com o envolvimento de 391 portos de diferentes regiões do Oceano Atlântico.

Financiado pelo EMFF – European Maritime and Fisheries Fund, o projeto pretende ajudar as infraestruturas portuárias a diversificarem as fontes de receita do seu modelo de negócio, explorando também as oportunidades emergentes da aquacultura offshore sustentável, energias renováveis oceânicas e robótica marinha, entre outros.

O AspBAN tem a duração de dois anos e lança as bases para a construção de uma plataforma pioneira de serviços de aceleração no setor do mar a partir de Portugal, visando, assim, a capacitação dos portos atlânticos para operarem como hubs de inovação de economia azul e aceleração de start-ups.  A iniciativa arranca com a implementação de um programa que pretende atrair 450 star-tups de todo o mundo, com soluções inovadoras em todos os setores da economia azul que usam os portos para o desenvolvimento do seu negócio e operações.

O processo de candidatura das start-ups está previsto para o início de 2022 e as 30 melhores identificadas ao longo do processo de aceleração serão selecionadas para desenvolver projetos piloto em 30 portos do Atlântico. Um dos objetivos centrais consiste em alcançar uma redução de pelo menos 100 mil toneladas de CO2 nas operações destes portos.

O AspBAN tem como meta atrair, no mínimo, 6 milhões de euros em investimento privado efetivo para as start-ups finalistas, bem como mobilizar 5 mil milhões de euros de potencial investimento privado, contando já com o “Dubai Ports World” (o maior fundo de investimento para infraestruturas marítimo-portuárias sustentáveis do mundo), como parceiro estratégico.

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