A ideia é passada por um antigo executivo da Google e da Microsoft. “Acredito que vá mudar o mundo mais do que qualquer outra coisa na história da Humanidade. Mais do que a eletricidade.”

A inteligência artificial vai mudar a nossa vida nos anos que se avizinham. Carros que se conduzem sozinhos, assistentes virtuais mais inteligentes e advogados artificiais são apenas três exemplos das mudanças que, num futuro próximo, vão fazer parte do nosso dia-a-dia.

Prevê-se que esta tecnologia mude por completo a economia global. Kai-Fu Lee, antigo developer de inteligência artificial, ex-executivo da Google e Microsoft e atual investidor de capital de risco, é apoiante desta ideia e afirma-se preocupado com o possível abalo que o mercado de trabalho vai sofrer com a entrada de novas soluções não-humanas.

Numa entrevista ao programa “60 Minutes” da CBS, que foi ontem para o ar, o antigo executivo da Google diz acreditar que, dentro de 15 anos, 40% do emprego vai ser tomado de assalto pela inteligência artificial. “Acredito que vá mudar o mundo mais do que qualquer outra coisa na história da Humanidade. Mais do que a eletricidade”, apontou o especialista.

Historicamente, o aparecimento de novas invenções tornou alguns empregos obsoletos, mas nenhuma criação teve o impacto que se prevê que a inteligência artificial venha a ter no mercado de trabalho. Ao contrário das análises feitas que indicam que a implementação desta tecnologia vai criar mais emprego do que destruir, Kai-Fu Lee argumenta que esta nova revolução vai trazer uma realidade diferente. A ideia é desenvolvida no seu novo livro “AI Superpowers: China, Silicon Valley, and the New World Order”.

Lee defende que esta nova onda de automação e de mudança no mercado de trabalho, que nos está prestes a atingir, vai acontecer mais rápido do que as revoluções anteriores. Parte da culpa, por trás da velocidade com que vamos embater nesta nova realidade, é dos algoritmos de inteligência artificial, que podem ser partilhados pelo mundo – através de developers e líderes de negócios – sem haver necessidade de uma grande infraestrutura –, ao contrário de revoluções anteriores, como a do motor a vapor, onde era preciso uma infraestrutura bastante desenvolvida.

O investidor de capital de risco adianta ainda que vai ficar por determinar quem é que vai conceber os melhores sistemas de criação de riqueza. Atualmente, tal como sugere o título do seu novo livro, os principais candidatos são os Estados Unidos e a China.

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