A diversidade cultural representa um desafio nas sociedades e nas empresas. De algum modo, se poderá dizer que desde sempre.

Mas tal desafio deriva, naturalmente, da necessidade imperiosa de agregar diferentes talentos, de diferentes géneses que, materialmente, constituam uma vantagem competitiva e diferenciadora. De novo, tanto para as sociedades como para as empresas (ou negócios em geral).

É tanto o que podemos ganhar e perder vivendo e trabalhando em diferentes contextos socioculturais, que os desafios inerentes podem corresponder a efetivas oportunidades de pessoal e profissionalmente, crescermos (na verdadeira aceção da expressão), evoluirmos, tornar-nos mais completos.

Repare-se que, o perder, neste contexto, pode representar, na verdade um “perder vantajoso” – o perder que deriva do sair das nossas zonas de conforto; o perder que deriva de desatualizados hábitos sociais e culturais; o perder de preconceitos; o “perder” para, na verdade, “ganhar”.

Ganhar na diversidade, inspiração para a criatividade e inovação. Ganhar na preparação para ambientes multifacetados, num contexto global e volátil de grande e permanente transformação. Ganhar na capacidade de atingir resultados com equipas de alto rendimento, com elevada motivação, empenhamento e exigência coletiva. Ganhar na produtividade e eficiência que deriva do amplo debate de ideias, na construção conjunta de soluções e na eficácia dos propósitos alcançados.

Não deixa de ser, naturalmente exigente e difícil, por vezes. Como difícil é encontrar caminhos entre múltiplas encruzilhadas. Mas é tão difícil quanto divertido. Tão inspirador como de encantamento. Quando tive o privilégio de trabalhar na PwC (PricewaterhouseCoopers), a diversidade cultural em ambiente social e de negócios fazia parte do dia a dia. Quer em Portugal quer em networks profissionais de pools de talentos e responsabilidades, no plano pan-europeu ou internacional, o contacto e trabalho em contexto de diversidade enriquecia os projetos e as soluções encontradas.

Em cenários de curta ou média duração, em locais tão diferentes quanto Luanda, Nicosia ou Londres, de África ao Reino Unido, pude vivenciar, no terreno, o quanto ganhamos (e perdemos) com tão diferentes culturas e experiências pessoais e profissionais. E, na maior parte das vezes, o que perdemos é mesmo o que precisávamos de perder. E de quanto, os nossos limites correspondem, na verdade a artificiais delimitações que nos impusemos a nós próprios.

No exercício de responsabilidades na Teleperformance em Portugal reforçou esse espírito. Com o privilégio de trabalhar no contexto de dezenas de mercados internacionais, em ambiente multilingue, com mais de vinte línguas faladas e com elementos na equipa de múltiplas nacionalidades, o desafio foi constante e a oportunidade de crescimento pessoal e profissional enriquecedora. Pessoas fantásticas que, em ambiente de excelência em “customer experience“, trabalham efetivamente em equipa, atingindo resultados extraordinários.

Esta nossa capacidade de trabalhar em equipa para alcançar resultados em ambientes de alto rendimento é possível tanto em grandes como em pequenas empresas, em multinacionais ou start-ups. Em empresas como a PwC, Teleperformance, Abylos, Teamwork, REBIS ou tantas outras onde trabalhei ou fui consultor ao longo dos meus anos de vida profissional.

Na REBIS, em particular, é curioso, pois é hábito referenciar que Sacavém se situa entre caminhos. Entre o passado e o futuro. Entre os pontos cardeais que nos orientam. E nos encaminham para os percursos que queremos percorrer. E, enquanto profissionais, esta encruzilhada que nos confronta a cada passo constituiu uma oportunidade e um desafio presente. Curioso, pois um dos centros tecnológicos da empresa – especializada em SAP Analytics – situa-se em Sacavém, em plenas encruzilhadas.

É neste contexto que trabalhamos a multiculturalidade de projetos e compromissos pessoais e profissionais. Diversos profissionais de múltiplas nacionalidades reúnem-se desenvolvendo e trabalhando diversos projetos em múltiplos clientes. De Angola, Portugal e Brasil. A Espanha, Polónia ou Paquistão. Na REBIS assumimos a nacionalidade de cada um. As suas diferenças. Os seus compromissos. Os seus desafios. As suas liberdades e restrições.

E, como é divertido. Entusiasmante. E, mais importante, para as nossas pessoas e os nossos clientes, de tão significativo valor acrescentado. Como diríamos, entre nós, nas nossas diversas linguagens (incluindo de programação): #atREBISweCare.

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