O estudo “Why Shopping’s Set for a Social Revolution”, da Accenture, prevê que o crescimento será impulsionado principalmente pela Geração Z e pelos Millennials.

O novo estudo da Accenture sobre a indústria global de social commerce, revelou que, atualmente, este setor representa cerca 492 mil milhões de dólares. Mais, o “Why Shopping’s Set for a Social Revolution” indicia que  o social commerce, ou seja, toda a experiência de compra – da pesquisa pelo produto ao processo de check-out – ocorre numa plataforma de social media deverá crescer três vezes mais rápido que o ecommerce tradicional, atingindo 1,2 biliões de dólares até 2025.

De acordo com esta análise, a Gen z e os Millennials, enquanto grandes utilizadores de social media, serão os principais impulsionadores deste crescimento, estimando-se que representem 62% do social ecommerce global em 2025.

O “Why Shopping’s Set for a Social Revolution” revela também que 64% dos utilizadores de redes sociais inquiridos ​​afirmaram que fizeram uma compra em social commerce no ano passado, uma percentagem que a Accenture estima que represente quase 2 mil milhões de compradores sociais.

Na sequência desta mudança comportamental, a Accenture acredita que as marcas mais pequenas também podem beneficiar desta alteração, na medida em que 59% dos compradores em plataformas sociais ​​afirmaram que estão mais propensos a apoiar pequenas e médias empresas através do social commerce do que quando compram em sites de ecommerce. Por sua vez, 63% afirmaram ter mais probabilidade de voltar a comprar ao mesmo vendedor, o que mostra os benefícios do comércio social na fidelização e no incentivo às compras repetidas.

Um dos aspetos menos positivos prende-se com o alguma falta de confiança, pelo facto de metade dos utilizadores de social media inquiridos recear que as compras feitas através de social commerce não sejam protegidas ou reembolsadas de forma adequada.

Em 2025, segundo a Accenture prevê que o maior volume de compras em plataformas sociais, a nível global, seja feito em vestuário (18%), em produtos eletrónicos de consumo (13%) e decoração para a casa (7%).

O segmento de beleza e cuidados pessoais, embora menor em termos de vendas totais, também deverá ganhar terreno ao ecommerce tradicional e representar, em média, mais de 40% do consumo digital nesta categoria nos principais mercados até 2025.

Eduardo Fitas, Managing Director da Accenture, explicou que “a pandemia mostrou o quanto as pessoas usam as plataformas sociais como um ponto de entrada para tudo o que fazem online – notícias, entretenimento e comunicação”. Além disso, acrescenta, “o aumento constante do tempo gasto nas redes sociais reflete o quão essenciais estas plataformas são na nossa vida diária. Estão a reformular a forma como as pessoas compram e vendem, o que constitui novas oportunidades para as plataformas e marcas em termos de experiências de utilizador e fluxos de receita”.

O “Why Shopping’s Set for a Social Revolution” concluiu ainda que os consumidores em países em desenvolvimento têm uma maior probabilidade de utilizar o social commerce e fazem-no com mais frequência; que os compradores da China, Índia e Brasil valorizam mais os recursos que os ajudam a encontrar e avaliar potenciais compras; e que a a confiança é mais importante para as gerações mais velhas do que para as gerações mais jovens.

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