O CEO da Auka, uma start-up de fintech, disse à CNBC que os bancos vão começar a fundir-se e a comprar start-ups do seu setor em 2018.

Daniel Döderlein, CEO da Auka, uma start-up que desenvolveu uma tecnologia de pagamentos por telemóvel baseada numa “cloud” (nuvem) e que permite às instituições financeiras lançar os seus próprios pagamentos “mobile” aos seus clientes, disse à CNBC que grandes empresas de “tech” como a IBM ou a Capgemini vão entrar num frenesim de compras e vão adquirir/fundir-se com start-ups de fintech a partir do início próximo ano.

O argumento, por trás desta afirmação, é o novo regulamento que vai entrar em vigor em janeiro do próximo ano e que vai dar a possibilidade a negócios de terceiros de lucrarem com o software e com os dados dos clientes com o objetivo de criarem novos produtos.

Esta nova diretiva, referida no mundo fintech como “open banking”, vai, segundo Döderlein, resultar na agregação das grandes empresas às start-ups que apresentarem novas tecnologias que possam ser úteis e que ainda não estão a ser utilizadas pelas grandes instituições financeiras.

“O que vemos predominantemente em todo o setor é que a sua capacidade em termos da tecnologia que será precisa para servir nesta próxima etapa da jornada, uma vez que todas as portas vão estar abertar em janeiro de 2018, não está necessariamente presente. Por isso, eles [as grandes empresas]vão provavelmente fazer uma série de compras e muitas M&A [“mergers and acquisitions” / fusões e aquisições]”, referiu o CEO norueguês à CNBC.

O “open banking” é uma boa oportunidade para start-ups de fintech que têm tecnologia desenvolvida, mas que não têm a força financeira nem os clientes dos bancos. “Há uma grande quantidade de empresas que têm tecnologia mais ou menos excelente, mas que não têm força no marketing, não têm clientes, nem qualquer tração financeira”, referiu Döderlein.

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