O objetivo da Maze X é acelerar dez start-ups de impacto de base tecnológica. As candidaturas encerram no dia 25 de março.

A Maze X, aceleradora europeia de start-ups com sede em Lisboa, abriu ontem – dia 21 de janeiro – as candidaturas para o seu programa de aceleração de três meses. A organização, que tem como foco start-ups de impacto de base tecnológica, não só disponibiliza acesso a capital, como também pretende dotar os empreendedores de competências e contactos da rede.

A ideia é ajudar projetos que estão a resolver desafios sociais e ambientais através dos seus negócios. O programa vai centrar-se no desenvolvimento de projetos piloto com empresas que atuam como plataformas de teste para os produtos ou serviços desenvolvidos pelas start-ups – o que será útil para receber feedback do mercado.

Rita Casimiro, head of acceleration da Maze X, explica que a aceleradora de impacto social foi “desenvolvida com base na nossa visão de que os grandes negócios do futuro terão impacto incorporado no seu modelo de negócio. Estamos à procura dos futuros unicórnios de impacto, negócios que combinam uma avaliação de [mil]milhões de euros com a capacidade de mitigar, na mesma escala, os maiores desafios sociais e ambientais do nosso tempo”.

Este projeto foi concebido e iniciado pela Fundação Calouste Gulbenkian, Fundações Edmond de Rothschild e a MAZE. Também a PLMJ Sociedade de Advogados faz parte da equipa fundadora.

Do ponto de vista de Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, “assegurar um impacto social e ambiental positivo é um grande desafio do nosso século e uma oportunidade chave para desenvolver soluções de mercado que tiram partido da tecnologia para escalar e chegar a mais pessoas. A Maze X é um caminho para acelerar essas soluções”.

Atrair os empreendedores mais promissores de toda a Europa, para posicionar Portugal como um centro europeu de investimento de impacto e empreendedorismo de alto crescimento,  é o objetivo da iniciativa. Nesta edição, a aceleradora está à procura de dez start-ups que tenham desenvolvido uma solução de base tecnológica com resultados financeiros promissores e um impacto social ou ambiental evidente.

Acesso gratuito a um espaço de trabalho na Casa do Impacto (durante nove meses), suporte e acompanhamento durante os seis meses que sucedem a aceleração e também a possibilidade de fazer parte de um roadshow europeu com o objetivo de apresentar os projetos de impacto noutros ecossistemas, são alguns dos benefícios que os participantes no programa poderão usufruir.

As inscrições encerram a 25 de março e o programa começa no dia 6 de maio. Mais informações no site oficial da aceleradora.

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