Três empreendedoras que ultrapassaram o falhanço…com sucesso!
Começar uma start-up é uma missão cheia de incógnitas. E, não raras vezes, depois de uma fase inicial em que o fracasso ensombra o projeto, eis que o sucesso acaba por bater à porta.
Foi o caso dos três exemplos internacionais que apresentamos.
Kathryn Minshew, cofundadora e CEO da The Muse
Antes de se aventurar na criação da The Muse, uma plataforma online que põe em contacto empresas e potenciais colaboradores, a sua fundadora Kathryn Minshew trabalhou na McKinsey e esteve ligada ao programa de Clinton Health Acess, tendo trabalhado num projeto de vacinação no Ruanda e no Malawi.
Em 2010, mudou de área. Conjuntamente com colegas de trabalho, fundou uma plataforma de networking feminina, designada Pretty Young Professionals (PYP), na qual investiu a totalidade das suas economias, cerca de 25 mil dólares (aproximadamente 21 mil euros).
O arranque foi positivo e num ano conseguiu pôr em prática o conceito do projeto, constituir equipa e captar quase 20 mil utilizadores. Apesar disso, a gestão da PYP começou a ser problemática, sobretudo devido a desentendimentos entre o núcleo fundador, que levou a uma espécie de “luta pelo poder”. Foi o ponto de partida para a rutura que dividiu as quatro fundadoras em dois grupos. Kathryn Minshew fazia parte do grupo que saiu do projeto e, como nunca tinha formalizado por escrito o acordo de empresa nem os respetivos direitos acionistas, acabou por perder todas as economias que tinha investido na PYP. Ainda assim optou por não seguir a via judicial e partir para um novo desafio, apesar das hesitações sobre se alguma vez seria capaz de voltar a enfrentar o mundo dos negócios. Comunicou a saída do projeto à equipa que ela própria tinha contratado foi surpreendida com o facto de muitos elemento estarem dispostos a acompanhá-la no novo projeto, fosse qual fosse.
Assim nasceu a The Muse, plataforma que logo no primeiro mês de atividade conseguiu ultrapassar o número de utilizadores conquistados pela PYP. Como explicou publicamente Kathryn Minshe, conseguiu criar um produto que chegou a mais de 15 milhões de pessoas e que, atualmente, tem parcerias com nomes como Twitter, Pinterest ou Intel, entre muitas outras. É caso para dizer que o fracasso do seu primeiro projeto foi a rampa de lançamento para o sucesso do segundo.
Cristina Wallace, vice presidente da Bionic
O caso de Cristina Wallace é o exemplo de que nem sempre começar com o pé esquerdo significa acabar mal. Em 2011, ela e um amigo criaram a marca de roupa Quincy Apparel, um projeto montado em pouco mais de um ano, com um investimento total de um milhão de dólares, repartido entre um fundo de capital de risco e investidores anónimos.
A aposta não foi a melhor já que a empresa fechou as portas dois anos depois, com Cristina Wallace a sentir o fracasso de perto e sem saber como gerir e ultrapassar aquele desaire empresarial.Conseguiu e, em 2014, criou o BridgeUp:STEM, um programa destinado a levar conhecimentos na área da programação a minorias. Depois disso, abraçou o desafio Bionic, uma empresa que se apresenta como um “exército de empreendedores, onde é vice-presidente.
Joanne Lang, fundadora da Aboutone.com
O facto de ser mãe, de quatro rapazes, e de ter dificuldade em gerir a vida doméstica e familiar, deu argumentos e ideias para que a fundadora da Aboutone.com criasse uma aplicação online que ajudasse nessa tarefa.
Joanne Lang integrava a equipa de tecnologia da multinacional SAP, empresa especializada em software para empresas. Percebeu que, para conseguir colocar a sua ideia em prática, teria de tomar uma decisão difícil: deixar a empresa, que era a sua principal fonte de rendimento, e lançar-se no desconhecido de um novo projeto.
Ainda levou algum tempo a ponderar essa tomada de decisão até que um episódio familiar envolvendo um dos filhos fê-la equacionar as suas prioridades e pôr em prática o projeto que ainda estava na gaveta. Assim nasceu, em 2010, a Aboutone.com uma plataforma online de gestão familiar que ajuda as famílias muito ocupadas a manterem-se organizadas, em tudo o diz respeito quer a informação doméstica quer na gestão de momentos e memórias familiares. Conseguiu parcerias com a Microsoft e recebeu fundos de capital e risco. A start-up cresceu e ajudou milhões de pessoas a organizarem a sua vida doméstica e familiar.








