FI Group e Startup Leiria lançam programa para acelerar empresas tecnológicas na Defesa
Promovido pela FI Group by EPSA e pela Startup Leiria, o programa vai apoiar start-ups e PME tecnológicas no desenvolvimento de estratégias de entrada no mercado da Defesa. As candidaturas decorrem até 20 de dezembro.
A FI Group by EPSA e a Startup Leiria vão selecionar até 20 empresas tecnológicas para a segunda edição do Defense Accelerator, um programa de aceleração que as prepara para entrar no mercado da Defesa e explorar aplicações civis e militares para as suas soluções. As candidaturas abrem a 26 de outubro e decorrem até 20 de dezembro de 2026. O programa arranca em janeiro de 2027 e culmina a 28 de abril, no Defense Deal Day, com a apresentação das empresas a potenciais clientes, parceiros industriais e investidores.
Dirigido a start-ups, scale-ups e pequenas e médias empresas (PME), o Defense Accelerator procura ajudar a ultrapassar uma das principais barreiras à entrada neste setor: transformar uma tecnologia promissora numa proposta capaz de responder aos requisitos comerciais, regulamentares e industriais da Defesa.
Ao longo de 14 semanas, as empresas terão acesso a mentoria especializada, capacitação prática e acompanhamento individual para definir a sua estratégia de entrada no mercado, identificar parceiros e preparar oportunidades de financiamento e colaboração. A participação é gratuita, não implica cedência de capital nem transferência de propriedade intelectual.
“A entrada no mercado da Defesa exige muito mais do que uma tecnologia promissora. As empresas precisam de compreender os requisitos específicos deste setor, estruturar a sua estratégia de entrada no mercado e identificar as oportunidades de financiamento e colaboração mais adequadas. A participação da FI Group by EPSA nesta edição permite reforçar esta componente de preparação empresarial e apoiar as empresas na transformação do seu potencial tecnológico em propostas mais maduras e competitivas”, afirma Paulo Reis, diretor-geral da FI Group by EPSA.
O programa destina-se a empresas com soluções em TRL 4 ou superior, ou seja, já validadas em ambiente laboratorial ou equivalente, com potencial de aplicação na Defesa ou em contextos de duplo uso – civil e militar. Não é necessária experiência prévia neste mercado.
Entre as áreas tecnológicas abrangidas encontram-se a inteligência artificial, a cibersegurança, os sistemas autónomos e não tripulados, os sensores, as comunicações e os materiais avançados.
A primeira edição do Defense Accelerator recebeu mais de 50 candidaturas de quatro países e selecionou 30 startups e PME. Nesta segunda edição, o programa reforça o acompanhamento através de um percurso em duas fases: até 20 empresas integrarão a etapa inicial e até 10 avançarão para a fase final, após uma avaliação intermédia.
Como funciona o programa
A primeira fase, Defense Builder, decorre entre 18 de janeiro e 28 de fevereiro de 2027 e centra-se na elaboração de um dossier de entrada no mercado da Defesa. Com o apoio dos mentores, as empresas irão trabalhar as certificações e os requisitos regulamentares, identificar cadeias de fornecimento e potenciais parceiros, adaptar o modelo de negócio e analisar questões de propriedade intelectual e controlo das exportações.
Entre 1 e 12 de março, uma avaliação intermédia determinará quais as empresas que avançam para o Defense Scale, que decorre de 15 de março a 27 de abril. Nesta segunda fase, o acompanhamento concentra-se na preparação de projetos-piloto e contratos, no acesso a investimento e financiamento e no apoio jurídico e à internacionalização. O programa tem formato híbrido, combinando sessões de capacitação com mentoria e acompanhamento individual.
O programa termina a 28 de abril de 2027, com o Defense Deal Day. O encontro inclui apresentações das soluções e reuniões exploratórias com potenciais clientes, integradores industriais, investidores e outros agentes do ecossistema, destinadas a explorar oportunidades de negócio, projetos-piloto, parcerias ou financiamento. A eventual formalização de cartas de intenção ou memorandos de entendimento será voluntária, sem garantia de contratação ou investimento.
As empresas interessadas podem consultar as condições de elegibilidade e apresentar candidatura até 20 de dezembro de 2026.







