Livros que podem ajudar a desenvolver inteligência emocional e a evoluir na carreira

Foto: Alexandra Fuller, Unsplash

Lidar melhor com a pressão, conflitos e relações profissionais são algumas das contrariedades do dia a dia laboral que um bom livro pode ajudar a ultrapassar. Fique com algumas sugestões.

O trabalho é o local que, por excelência, põe muitas vezes à prova a capacidade de resistir à pressão, lidar com conflitos ou gerir emoções. Colocar em prática caraterísticas como inteligência emocional, empatia ou autoconsciência na interação com chefes e colegas é um processo que se aprende a dominar, mas relevante para quem quer construir uma carreira.

Mas as ferramentas estão aí e a leitura, por exemplo, é uma das formas de procurar conhecimento sobre estas matérias. Voltados para diferentes dimensões das competências que o podem ajudar a crescer na sua caminhada profissional, eis sete livros que podem ser uma boa fonte de informação.

“The Emotional Life of Your Brain”, de Richard J. Davidson
Porque será que alguns profissionais percebem imediatamente o clima de uma reunião enquanto outros ignoram sinais evidentes? Ou porque algumas pessoas recuperam rapidamente de um fracasso enquanto outras não? A contribuição do livro de Richard Davidson está em mostrar que as reações emocionais não são todas iguais — e que alguns padrões podem ser modificados. A partir da neurociência, o autor aborda essas diferenças. Organiza o que chama de “estilo emocional” em dimensões como resiliência, autoconsciência, atenção, sensibilidade ao contexto e intuição social.

“Emotional Agility“, de Susan David
Neste livro, a psicóloga Susan David propõe uma relação diferente com as emoções desconfortáveis. Em vez de tentar eliminar a ansiedade, a insegurança ou a frustração, a sua proposta é reconhecer o que está a acontecer sem permitir que cada emoção determine automaticamente o comportamento seguinte. Isso tem aplicação direta no trabalho, porque receber uma crítica pode provocar uma atitude defensiva, ou uma reunião tensa pode gerar vontade de interromper.

“Emotional Intelligence”, de Daniel Goleman
Este livro de Daniel Goleman (publicado originalmente em 1995) foi um dos responsáveis por popularizar o conceito de inteligência emocional. A obra aborda como a autoconsciência, o controle emocional e a empatia influenciam decisões, relacionamentos e comportamentos. Para quem começa a estudar este tema, funciona como uma base para entender porque motivo a capacidade cognitiva, por si só, não explica como alguém reage à pressão, ao conflito ou à frustração.

“Dealing with Feeling”, de Marc Brackett
Publicado em 2025, “Dealing with Feeling” concentra-se especificamente em regulação emocional e no intervalo entre sentir e responder. A ideia central é que a regulação não significa permanecer sempre calmo, mas escolher as estratégias mais adequadas para lidar com o que surgiu. E esta é uma distinção importante no ambiente profissional, porque inteligência emocional não significa nunca sentir raiva numa reunião. Significa não deixar que a raiva domine o comportamento.

“Permission to Feel”, de Marc Brackett
Diretor fundador do Yale Center for Emotional Intelligence, Marc Brackett parte de uma dificuldade comum de muitas pessoas: percebem que estão mal, mas não conseguem nomear com precisão o que estão a sentir. Neste livro fala da abordagem RULER, baseada em reconhecer, compreender, nomear, expressar e regular emoções — as cinco competências usadas pelo centro de Yale no trabalho sobre inteligência emocional. A precisão importa porque o “estou irritado” pode esconder frustração, medo, insegurança ou sensação de injustiça. E cada diagnóstico leva a uma resposta diferente.

“Thanks for the Feedback”, de Douglas Stone e Sheila Heen
Os autores deste livro analisam os motivos que fazem com que as pessoas rejeitem rapidamente uma avaliação/feedback mesmo quando ela contém informação útil. Uma situação que ganha importância justamente porque o desenvolvimento profissional depende de feedback. A questão é saber como receber uma crítica sem deixar que a reação emocional bloqueie a aprendizagem. A solução não está em concordar com todas as críticas, mas em conseguir separar a informação que merece atenção do desconforto provocado pela forma como foi transmitida.

“Difficult Conversations”, de Douglas Stone, Bruce Patton e Sheila Heen
Desenvolvido a partir de trabalhos relacionados com o Harvard Negotiation Project, este livro mostra como emoções, interpretações e pressupostos tornam conversas difíceis ainda mais complexas. Isto porque os conflitos muitas vezes são mais do que aquilo está à superfície. Uma discussão sobre prazos pode envolver confiança ou um feedback pode ser interpretado como julgamento sobre competência. É especialmente dirigido profissionais que evitam conversas desconfortáveis e deixam que o problema fique maior.

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