Portugueses perdem dinheiro com telemóveis, tablets e portáteis na gaveta
Se é daquelas pessoas que guarda numa gaveta os dispositivos usados que vai substituindo por novos, sem lhes dar uma nova vida, pode estar a perder dinheiro.
Milhões de portugueses estão, sem perceberem, a deixar escapar uma oportunidade de ainda ganharem dinheiro com os equipamentos antigos – smartphones, tablets e portáteis – guardados na gaveta por muito tempo. A conclusão resulta de um estudo recente da OnePoll e da Swappie acerca da perceção e hábitos de revenda de tecnologia em Portugal, e no qual ficou patente que 65% de todos os inquiridos (incluindo aqueles que nunca venderam um dispositivo), acreditam ter perdido dinheiro por terem esperado demasiado tempo para vender ou trocar um aparelho.
Entre estes, 56% dizem arrepender-se de terem esperado para vender, incluindo 19% que se arrependem “muito”. O sentimento de arrependimento pela espera para vender é mais acentuado no caso dos tablets (75%), mas também muito próximo dos telemóveis (72%), que ficam cerca de 12 meses guardados antes de serem vendidos.
Em média, os portugueses que venderam um dispositivo nos últimos cinco anos ganharam quase 410 euros com essa venda, prova de que há efetivamente dinheiro a recuperar. No entanto, 69% dos vendedores receberam, no total, 500 euros ou menos, um sinal do valor perdido na gaveta cheia de tecnologia antiga.
Os motivos para demorarem tanto tempo a vender os seus dispositivos são vários, mas um deles ficou evidente com este estudo: os portugueses desconhecem a que velocidade os seus dispositivos perdem valor. Ou seja, mais de metade subestima a rapidez com que um dispositivo se desvaloriza ou simplesmente não sabe. Apenas 11% reconhece corretamente que um dispositivo pode perder mais de metade do seu valor de revenda em seis meses – o momento a partir do qual muitos dispositivos mais populares já estão em queda livre -, uma percentagem em linha com a média europeia (10%).
Entre outras razões apontadas para adiarem a venda de um equipamento, a mais comum, referida por 24% dos inquiridos, é para guardar um dispositivo antigo como reserva. Segue-se o facto de considerarem o preço de venda baixo (16%) e não saberem onde vender (15%).
Quando questionados sobre o que os incentivaria a vender ou trocar um equipamento mais cedo, 32% dos portugueses apontam um preço de troca garantido, e 27% um processo de venda rápido e conveniente.
“Este estudo mostra que a maioria das pessoas em Portugal já suspeita que está a deixar escapar uma oportunidade de ganhar dinheiro, enquanto fica nesta espécie de jogo de espera. O nosso trabalho agora é simplificar o caminho para que façam algo a esse respeito, seja com um iPhone, um iPad ou, eventualmente, um MacBook”, sublinha Luísa Vasconcelos e Sousa, Country Manager da Swappie em Portugal.







