EU-OSHA apela ao combate ao assédio sexual e ao ciberassédio no local de trabalho
A Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA) volta a fazer campanha para alertar as empresas para a necessidade de combater o assédio em todas as suas formas no local de trabalho.
O assédio no local de trabalho, seja presencial ou em linha, tem graves consequências para a segurança, a saúde e o bem-estar dos trabalhadores, e por isso, mais uma vez, a Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, na sigla inglesa European Agency for Safety and Health at Work (EU-OSHA), pôs em marcha uma campanha de sensibilização para a necessidade de combater o assédio sexual ou ciberassédio no local de trabalho.
A EU-OSHA alerta para o facto de que quase uma em cada três mulheres, em toda a União Europeia (UE), já ter sido vítima de assédio sexual no trabalho, quer através de piadas inadequadas, quer com exposição a imagens sexualmente explícitas. Mais, as mulheres sofrem assédio principalmente por parte de homens, sendo os colegas de trabalho os agressores mais comuns.
Todavia, refira-se que também os homens sofrem assédio sexual no trabalho. No entanto, nos 11 Estados-membros para os quais o Inquérito da UE sobre violência de género recolheu dados sobre a violência contra os homens, os resultados mostram uma menor prevalência de assédio sexual no trabalho em comparação com as mulheres.
Além disso, o “EU Gender-Based Violence Survey” revela que em toda a União Europeia, as taxas de assédio sexual que as mulheres sofrem no trabalho variam muito: de 55% na Suécia, 54% na Finlândia, 53% na Eslováquia, 12% em Portugal e na Bulgária, e 11% na Letónia. A pesquisa mostra ainda que alguns grupos de mulheres enfrentam um risco significativamente maior de assédio sexual do que outros, com alta prevalência entre mulheres jovens entre os 18 e os 29 anos.
A agência sublinha também que à medida que as tecnologias digitais estão mais integradas na vida profissional, acabam por criar novos riscos de assédio e violência contra os trabalhadores por parte de colegas e de terceiros.
Por isso, intima os empregadores a combaterem o assédio em todas as suas formas e a explorarem os recursos que a própria EU-OSHA disponibiliza para compreenderem melhor em que consiste o assédio no local de trabalho. Ao mesmo tempo, apresenta-lhes um conjunto de medidas práticas de prevenção, como por exemplo ferramenta interativa online de avaliação de riscos – OiRA.
Ainda recentemente, a agência apresentou um case study relativo à prevenção do assédio sexual no setor da hotelaria e restauração com alguns ensinamentos retirados de uma iniciativa dos parceiros sociais em todo o setor.







