Condé Nast Traveller coloca Braga entre os destinos europeus a visitar neste verão

Foto de lucianacastelli por Pixabay

A cidade portuguesa integra uma seleção da Condé Nast Traveller dedicada a destinos europeus alternativos para o verão de 2026. A lista foi pensada para viajantes que procuram fugir aos roteiros mais previsíveis e descobrir cidades com identidade, património e experiências menos massificadas.

Braga foi incluída pela Condé Nast Traveller numa seleção de destinos europeus alternativos para o verão de 2026. A publicação internacional destaca a cidade portuguesa como uma das propostas a considerar por quem procura fugir aos destinos mais procurados da época alta e descobrir lugares com história, cultura e autenticidade.

Apresentada como uma das cidades mais antigas de Portugal, Braga surge ao lado de destinos como Ourense, Tallinn, Lago Thun, Bordéus, Roterdão, Bergen, Mostar e Liubliana. A revista de viagens britânica valoriza na cidade portuguesa o património histórico da cidade, a gastronomia tradicional e locais emblemáticos como a Sé de Braga e o Bom Jesus do Monte.

Conheça os outros destinos europeus alternativos para descobrir neste verão.

1. Ourense, Espanha

Com uma história que remonta ao período romano, Ourense, na Galiza, afirma-se hoje como uma alternativa mais tranquila aos destinos espanhóis mais procurados durante o verão. Há cerca de dois mil anos, os romanos instalaram-se nesta cidade, conhecida pelas suas águas termais, que continuam a ser uma das principais referências locais. As Termas da Chavasqueira e as Termas de Outariz estão entre os espaços recomendados para quem procura momentos de descanso.

A cidade convida também a uma descoberta a pé, entre o centro histórico, a Catedral e a Plaza Mayor. Do Miradouro de Montealegre é possível obter uma vista ampla sobre Ourense, enquanto a gastronomia local se revela nos bares de tapas e restaurantes tradicionais. Apesar de o verão ser uma boa altura para visitar a cidade com menos pressão turística do que noutros destinos espanhóis, o Carnaval, em fevereiro, é um dos momentos mais marcantes do calendário local.

Onde ficar: o Barceló Ourense, unidade de quatro estrelas situada entre a Ponte Vella e o centro histórico, é uma das opções sugeridas.

2. Tallinn, Estónia

Frequentemente preterida face aos destinos do Mediterrâneo, Tallinn tem vindo a afirmar-se como uma opção a considerar para uma escapadinha europeia. A capital da Estónia destaca-se pela Cidade Velha medieval, classificada como Património Mundial da UNESCO, onde se cruzam igrejas góticas, muralhas, torres e telhados de terracota.

A colina de Toompea oferece uma das melhores vistas sobre o centro histórico. Já ao final do dia, o bairro de Kalamaja permite descobrir uma outra face da cidade, marcada por casas tradicionais de madeira e pela proximidade à Baía de Tallinn. Durante o verão, os dias longos e as noites luminosas reforçam o apelo da cidade, que pode servir também de ponto de partida para explorar as ilhas próximas.

Onde ficar: o Schlössle Hotel, na Cidade Velha, é uma opção para quem procura uma estadia com ambiente histórico. Para uma alternativa mais reservada, o ÖÖD Mirror House fica numa zona florestal, a cerca de 40 minutos a oeste de Tallinn.

3. Lago Thun, Suíça

Menos mediático do que os lagos de Genebra ou Lucerna, o Lago Thun surge como uma alternativa para quem procura natureza, paisagem alpina e atividades ao ar livre. Situado na região do Oberland Bernês, é frequentemente visitado em conjunto com o Lago Brienz, separado pela cidade de Interlaken.

No verão, o lago permite conjugar banhos, passeios de barco e desportos aquáticos, como vela, caiaque ou wakeboard. Para os viajantes mais experientes, a região oferece ainda trilhos de montanha, incluindo percursos associados ao Eiger e à zona de Jungfrau. Para quem prefere um ritmo mais calmo, as adegas, lojas de queijo e castelos junto ao lago permitem organizar um roteiro gastronómico e cultural de ferry.

Onde ficar: o Hotel Schlossberg é uma das opções recomendadas, em particular pelos quartos com vista para a montanha.

4. Braga, Portugal

Braga surge na seleção como uma das cidades portuguesas a descobrir fora dos circuitos turísticos mais previsíveis. Considerada uma das cidades mais antigas do país, continua a ser muitas vezes ofuscada pela proximidade ao Porto, embora reúna património histórico, vida urbana e uma oferta gastronómica própria.

O centro histórico, marcado por ruas estreitas e empedradas, concentra restaurantes de cozinha tradicional portuguesa e vários pontos de interesse. Entre os locais destacados estão a Sé de Braga, a mais antiga catedral portuguesa, com origem no século XI, e o Bom Jesus do Monte, conhecido pela escadaria monumental, pelas capelas e pelas fontes.

Onde ficar: o Vila Galé, instalado num edifício histórico no centro da cidade, é uma das opções sugeridas para uma estadia em Braga.

5. Bordéus, França

Embora não seja um destino desconhecido, Bordéus apresenta-se como uma alternativa menos congestionada face a Paris durante os meses de verão. A cidade francesa combina património, cultura urbana, proximidade ao mar e uma forte ligação ao vinho, sendo conhecida pelos seus edifícios históricos e pela oferta enoturística.

Com grande parte do centro acessível a pé, Bordéus permite visitar monumentos como o Grand Théâtre, a Torre Pey-Berland e a Basílica de Saint-Seurin. Fora da cidade, a região da Gironda abre caminho a alguns dos mais reconhecidos châteaux e produtores de vinho franceses.

Onde ficar: o Mondrian Bordeaux Les Carmes, situado nos arredores, permite combinar a experiência urbana com a proximidade à zona rural e vinícola.

6. Roterdão, Países Baixos

Roterdão tem vindo a ganhar protagonismo como alternativa a Amesterdão. Antiga cidade portuária e industrial, transformou-se nas últimas décadas num centro de arquitetura, cultura e design, atraindo viajantes interessados em escapadinhas urbanas menos convencionais.

A cidade destaca-se também pela aposta em sustentabilidade e planeamento urbano. Com o objetivo de reduzir significativamente as emissões de CO2 e de gases com efeito de estufa até 2029, Roterdão tem investido em novos espaços verdes, soluções de mobilidade mais sustentáveis e zonas pedonais.

Onde ficar: o Hotel New York, no bairro Kop van Zuid, oferece quartos com vista para o rio Mosa.

7. Bergen, Noruega

Bergen apresenta-se como uma alternativa a Oslo para quem procura natureza e paisagens nórdicas. Conhecida pelas casas de madeira coloridas junto à frente marítima, a cidade combina património urbano com proximidade a fiordes, montanhas e trilhos.

Mesmo durante o verão, a envolvente natural continua a ser um dos principais atrativos. As montanhas, por vezes ainda com neve nos cumes, os fiordes e os percursos pedestres fazem de Bergen uma opção para viajantes que procuram uma escapadinha ativa e ligada à natureza.

Onde ficar: o Bergen Børs Hotel, instalado num edifício do século XIX, é uma das opções recomendadas para uma estadia no centro da cidade.

8. Mostar, Bósnia e Herzegovina

Para quem procura uma alternativa à costa da Dalmácia, frequentemente sobrecarregada durante a época alta, Mostar surge como uma proposta no interior dos Balcãs. A cidade da Bósnia e Herzegovina distingue-se pelas ruas históricas, pelas colinas envolventes e pelas pontes de pedra, num cenário marcado pela herança otomana.

Além do centro urbano, a região oferece vinhas, cascatas e trilhos de montanha, permitindo combinar cultura, natureza e gastronomia numa mesma viagem. Mostar pode ser uma opção para quem pretende fugir aos destinos costeiros mais concorridos sem abdicar de uma experiência visualmente marcante.

Onde ficar: a Muslibegović House, antiga residência de uma família abastada do século XVIII e atualmente também museu, é uma das sugestões de alojamento.

9. Liubliana, Eslovénia

Situada entre Itália e Áustria, Liubliana é apresentada como uma capital europeia ainda relativamente discreta, mas com argumentos para ganhar maior destaque. A cidade combina influências germânicas, mediterrânicas e eslovenas, visíveis na arquitetura, na gastronomia e na vida cultural.

Com um centro reservado a peões, espaços verdes e uma forte cultura de esplanadas, a capital eslovena oferece uma experiência urbana tranquila e acessível a pé. A sua dimensão mais contida, associada à oferta cultural e gastronómica, torna-a uma opção para viajantes que procuram uma escapadinha europeia fora dos roteiros mais habituais.

Onde ficar: o Grand Hotel Union, localizado no centro da cidade, é destacado pelos interiores elegantes e pelas vistas sobre o Castelo de Liubliana.

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