Teve um sinistro devido ao mau tempo? Saiba o que fazer.

Por onde começar após um sinistro? A TwinklOO, especialista em intermediação de crédito, lança orientações práticas para as famílias e empresas afetadas pelo mau tempo.

As tempestades que atingiram várias regiões de Portugal nas últimas semanas causaram danos em milhares de habitações, pressionando famílias e empresas num momento de grande instabilidade meteorológica. Em resposta a este contexto, a TwinklOO, especialista em intermediação de crédito, reúne um conjunto de orientações para apoiar os portugueses, reforçando o seu compromisso com a proximidade e o acompanhamento contínuo.

“Num cenário de crescente imprevisibilidade climática, é essencial que as famílias tenham acesso a informações claras e orientações objetivas sobre o que fazer após um sinistro. A nossa prioridade é ajudar os clientes a navegar em processos que podem ser complexos, garantindo segurança, transparência e apoio em todas as etapas”, afirma João Nunes, Gestor de Formação e Auditoria da TwinklOO.

As orientações compiladas sistematizam os passos essenciais a adotar após uma ocorrência, desde a participação atempada e devidamente documentada, até à articulação com a seguradora e, quando aplicável, com a instituição financeira, clarificando os vários momentos do processo, bem como a compreensão das medidas públicas de apoio em vigor.

1. Confirme se o sinistro está coberto pelo seguro multirriscos

Danos causados por vento forte, chuva intensa, queda de árvores, destruição de estruturas ou infiltrações diretamente provocadas pelos fenómenos meteorológicos podem estar cobertos pelo seguro multirriscos. A proteção efetiva dependerá das coberturas contratadas, franquias aplicáveis, eventuais exclusões e da descrição do evento climático na apólice.
É recomendável consultar a apólice e, em caso de dúvida, contactar diretamente a seguradora.

2. Aja rapidamente para prevenir danos adicionais

A segurança das pessoas é sempre a prioridade. Depois disso garantido, devem ser tomadas medidas razoáveis para evitar o agravamento dos prejuízos, como a contenção de infiltrações ou a proteção de áreas expostas. Estas ações preventivas são, em regra, compatíveis com o seguro, desde que não comprometam a posterior avaliação pericial.

3. Formalize a participação por escrito e dentro dos prazos

A comunicação deve ser efetuada o mais rapidamente possível, de preferência por escrito. A maioria das apólices prevê prazos para participação, que tendem a estabelecer um limite aproximado de oito dias após a ocorrência. A formalização clara e documentada, suportada por fotografias, vídeos, faturas e outros, é determinante para a correta instrução do processo.

4. Não avance com reparações estruturais sem enquadramento prévio da seguradora

Sempre que possível, devem ser evitadas reparações definitivas antes da peritagem, uma vez que intervenções antecipadas podem dificultar a comprovação dos danos e influenciar a decisão sobre a indemnização. Obras estruturais devem aguardar validação, mas pequenas medidas de proteção são admissíveis.

5. Confirme quem é o beneficiário da indemnização

Em situações de danos elevados, perda total ou imóveis com financiamento bancário, a indemnização pode ser paga ao cliente ou ao banco. É importante clarificar previamente o modelo de pagamento, seja por reembolso após reparação ou por libertação faseada de montantes.

6. Avalie a moratória legal e outras medidas públicas de apoio

No âmbito das medidas públicas extraordinárias associadas aos recentes episódios climáticos, foi aprovada uma moratória de apoio a famílias e empresas afetadas em zonas abrangidas por situação de calamidade. A adesão a esta medida deve ser solicitada junto do respetivo banco, mediante apresentação da documentação exigida, sendo recomendável confirmar previamente os critérios de elegibilidade e os efeitos concretos no contrato de crédito.

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