Aeroportos portugueses fecham o ano com um recorde histórico: 72 milhões de passageiros

Karen Strougo, administradora da ANA

Karen Strougo, administradora da ANA, revela os números de passageiros que passaram nos aeroportos portugueses. Lisboa consolida-se como hub global, com ligações diretas a 135 destinos, e projeta Portugal como um dos países europeus com crescimento mais acelerado no tráfego aéreo.

Os aeroportos portugueses fecharam o último ano com um máximo histórico de 72 milhões de passageiros, registando um crescimento de 5% face a 2024, apesar das limitações operacionais do Aeroporto de Lisboa. Os números foram revelados por Karen Strougo, administradora da ANA – Aeroportos de Portugal, no passado dia 16 de janeiro, durante o BOOST 2026, evento que reuniu em Lisboa profissionais e decisores empenhados em repensar o futuro do Turismo e posicionar Portugal como hub global de inovação e talento.

Responsável pela gestão de dez aeroportos em Portugal continental, Açores e Madeira, a ANA integra desde 2013 o grupo VINCI Airports, o maior operador privado de aeroportos do mundo, com uma rede de 72 infraestruturas distribuídas por todos os continentes. No conjunto dessa rede, circularam no último ano mais de 300 milhões de passageiros, uma escala que, segundo Karen Strougo, permite cruzar experiências de aeroportos pequenos, médios e grandes para gerar mais valor e conhecimento aplicado.

No caso português, o crescimento foi transversal, ainda que com ritmos diferenciados. Lisboa registou cerca de 36 milhões de passageiros, o que representa um aumento próximo dos 3%. O Porto destacou-se com uma subida mais expressiva, de 6,3%, enquanto Faro ultrapassou pela primeira vez a fasquia dos 10 milhões de passageiros. Nas regiões autónomas, a Madeira cresceu 12% no número de visitantes e os Açores registaram uma subida de 2,3%.

Para a administradora da ANA, estes resultados não são fruto de um único ano, mas de uma estratégia construída ao longo do tempo. “São números históricos que resultam de um trabalho que vem sendo plantado ao longo dos anos, em conjunto com todo o ecossistema do turismoQ, sublinhou, destacando a articulação com o Turismo de Portugal, a Confederação do Turismo, entidades regionais e associações do setor.

Karen Strougo defendeu ainda uma visão do aeroporto que ultrapassa a dimensão física da infraestrutura. “O aeroporto não é betão e asfalto. É a porta de entrada no país, o cartão de visita de um destino“, afirmou, sublinhando o papel destas infraestruturas na atração de visitantes, investimento e talento. Nesse sentido, um dos objetivos estratégicos passa por assegurar que cada aeroporto reflete a identidade e a cultura da comunidade local, integrando produtos desenvolvidos e produzidos localmente nas suas áreas comerciais, de forma a reforçar a economia regional e a experiência do passageiro.

No plano da conectividade, Lisboa consolidou-se como hub global, com ligações diretas a 135 destinos. Entre rotas descontinuadas e novas ligações lançadas em 2025, o saldo foi positivo, com sete novos destinos adicionados. Atualmente, cerca de 62% do tráfego do aeroporto de Lisboa é Schengen, um peso que tem vindo a diminuir à medida que cresce a componente internacional e não Schengen, sinal de uma maior diversificação dos mercados.

Com estes resultados, Portugal afirma-se como o país europeu com crescimento mais rápido no número de passageiros, reforçando o seu posicionamento entre os grandes destinos turísticos mundiais, alavancado pela combinação de património natural, gastronomia, eventos e desporto.

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