Entrevista/ “Estamos a viver uma verdadeira transformação na forma como se aprende e se lidera”
Num cenário de rápidas transformações tecnológicas, desafios económicos globais e de uma crescente necessidade de lideranças estratégicas, as escolas de negócios têm um papel crucial na preparação de executivos para enfrentarem as exigências do futuro. Em entrevista ao Link to Leaders, Nuno Moreira da Cruz fala da aposta da formação de executivos da CATÓLICA-LISBON para este ano.
Num contexto de mudança acelerada e de crescente complexidade nas organizações, a formação de executivos assume um papel estratégico. Segundo Nuno Moreira da Cruz, a formação de executivos da CATÓLICA-LISBON tem sabido responder a estes desafios com programas que combinam inovação pedagógica, personalização e ligação direta à realidade empresarial.
Em entrevista, o Dean da Formação de Executivos da CATÓLICA-LISBON explica como a escola tem vindo a preparar líderes para enfrentarem os desafios da era digital, da inteligência artificial e da liderança responsável, mantendo-se, pelo segundo ano consecutivo, entre as 25 melhores do mundo no ranking do Financial Times.
A Formação de Executivos da CATÓLICA-LISBON continua a ser uma das mais bem classificadas a nível mundial, mantendo-se no top 25 segundo o Ranking Financial Times. Quais os principais fatores para este desempenho de excelência?
Este reconhecimento resulta de uma conjugação consistente de fatores orientados para o participante. Destacam-se a qualidade e exigência do corpo docente (com uma forte ligação ao mundo académico e empresarial), a personalização dos programas, a atenção ao detalhe em toda a experiência formativa e os valores institucionais de profissionalismo. Estes elementos, aliados a uma oferta inovadora e com impacto real nas empresas, são a base da excelência que temos vindo a construir ao longo dos anos.
Como é que se mantêm permanentemente no topo? É procurando os melhores professores e os melhores alunos? Como é que se consegue?
O segredo está na inovação constante, na escuta ativa do mercado e na capacidade de adaptação a novos contextos. A CATÓLICA-LISBON aposta fortemente na atualização dos seus programas abertos, na personalização profunda dos programas empresariais e na excelência dos seus docentes. Estes não só possuem uma sólida carreira académica, como também trazem consigo uma vasta experiência no mundo empresarial, o que garante a relevância prática da formação oferecida.
“O nosso portefólio em 2025 está acima de tudo orientado para dar resposta a cinco necessidades críticas do mercado empresarial: Liderança e Gestão, Inovação Digital, Centralidade no Cliente (…)”.
O que há de novo e a sair para o mercado em termos de formação de executivos na CATÓLICA-LISBON ? De que forma estas novidades podem impactar a vida dos vossos participantes?
O nosso portefólio em 2025 está acima de tudo orientado para dar resposta a cinco necessidades críticas do mercado empresarial: Liderança e Gestão, Inovação Digital, Centralidade no Cliente, Finanças e Sustentabilidade, e programas especialmente desenhados para setores e indústrias. Todas as nossas formações foram profundamente revistas com foco a incorporar temas como Inteligência Artificial como uma ferramenta que capacita as pessoas e organizações, o foco na medição do impacto das melhores práticas de gestão, e/ou a liderança responsável e inspiradora em momentos de incerteza. Reforçámos a nossa oferta em parceria com outras Escolas Triple Crown, quer em termos nacionais como internacionais, apostando em programas únicos e desenhados para empresas e, acima de tudo, os participantes que confiam em nós.
Este ano, lançámos ainda um conjunto exclusivo de Pós-Graduações transformadoras, focadas em áreas estratégicas e altamente práticas. São dirigidas a quem pretende dominar novas competências, destacar-se no mercado e acelerar o seu crescimento profissional, sendo a oportunidade de para um reskilling ou upskilling de impacto. Estas formações foram criadas para profissionais ambiciosos que querem mais do que conhecimento: querem resultados. E para quem deseja ir ainda mais longe, há a possibilidade de prosseguir para o grau de mestre, ingressando num Mestrado Executivo após a conclusão da pós-graduação.
Quais as principais mudanças/inovações na formação de executivos da CATÓLICA-LISBON para este ano?
As principais inovações passam pela introdução de programas cada vez mais flexíveis, digitais e personalizados, com aprendizagem baseada em projetos, simulações empresariais, gamificação e integração de ferramentas digitais avançadas. Esta abordagem promove um desenvolvimento profissional mais eficaz e prepara os executivos para os desafios emergentes do mundo corporativo.
“A adoção de inteligência artificial permite adaptar os conteúdos às necessidades individuais dos participantes, promovendo uma aprendizagem mais eficaz (…)”.
Como é que a formação de executivos da CATÓLICA-LISBON se está a adaptar às exigências de um mercado em rápida mudança, bem como às mudanças no ambiente de negócios?
Estamos a viver uma verdadeira transformação na forma como se aprende e se lidera. A CATÓLICA-LISBON responde a este desafio com programas híbridos, currículos ajustáveis, metodologias imersivas e conteúdos que refletem a realidade digital e global das empresas. A adoção de inteligência artificial permite adaptar os conteúdos às necessidades individuais dos participantes, promovendo uma aprendizagem mais eficaz, relevante e de aplicação imediata.
Num país com baixos salários, como é que a jornada académica na CATÓLICA-LISBON pode contribuir para um impacto positivo nas empresas?
Apesar dos desafios salariais, uma formação executiva na CATÓLICA-LISBON representa um investimento com elevado retorno. Os programas desenvolvem competências estratégicas e de liderança, potenciando promoções, transições de carreira e progressão salarial. Além disso, setores como consultoria, tecnologia e finanças tendem a apresentar um retorno mais rápido, beneficiando diretamente as empresas que apostam na formação dos seus quadros.
“(…) as empresas que promovem ambientes saudáveis e oferecem oportunidades de crescimento sustentado são aquelas que conseguem atrair e reter os melhores talentos”.
Como é que os empregadores nacionais podem reter mais talento? É apenas uma questão de salário?
Embora o salário seja um fator relevante, não é suficiente para garantir a retenção. O chamado “salário emocional” – que inclui reconhecimento, desenvolvimento profissional, equilíbrio vida-trabalho e qualidade da liderança – torna-se cada vez mais decisivo. Num mercado altamente competitivo, as empresas que promovem ambientes saudáveis e oferecem oportunidades de crescimento sustentado são aquelas que conseguem atrair e reter os melhores talentos.
Quais são as categorias fundamentais para se ser hoje em dia um “líder responsável”?
Um líder responsável deve ser capaz de equilibrar os objetivos económicos com o impacto social e ambiental das suas decisões. Na Católica-Lisbon apostamos numa abordagem holística que integra inteligência emocional, empatia, pensamento crítico e sustentabilidade. Programas como o Responsible Business & Leadership e os cursos focados em ESG são exemplo disso, formando líderes conscientes e preparados para tomar decisões com impacto duradouro.
O que caracteriza, na sua visão, uma boa escola de negócios?
Uma boa escola de negócios distingue-se por um corpo docente de excelência, programas ajustados à realidade do mercado, uma forte componente prática e experiencial, proximidade ao tecido empresarial e uma rede sólida de networking que promove o desenvolvimento profissional ao longo da vida.
Quais são os planos futuros da CATÓLICA-LISBON ao nível da formação de executivos para continuar a crescer?
O plano passa por continuar a reforçar a flexibilidade, digitalização e inovação nos formatos de ensino, mantendo o foco em áreas estratégicas como inteligência artificial, sustentabilidade e liderança responsável. Pretende-se consolidar uma oferta formativa ajustada às necessidades do mercado, com impacto imediato na vida dos participantes e nas organizações que representam.
Respostas rápidas:
Maior risco: Expatriação.
Maior erro: “Coisas” que deixei de fazer.
Maior lição: A importância de viver no presente.
Maior conquista: Equipas que formei.








