70% dos portugueses têm mais do que duas contas bancárias
Sete em cada 10 portugueses possuem mais do que uma conta bancária e 84% procura instituições financeiras digitais para abertura de segunda conta, revela estudo da Nickel.
Um estudo independente realizado pela Nickel (instituição financeira de pagamento do grupo BNP Paribas), em parceria com a DATA E, revelou que os portugueses estão a recorrer a segundas contas bancárias como forma de organizar as suas finanças, com cerca de 70% dos inquiridos a afirmar possuir duas ou mais contas bancárias. Mais, cerca de 20% afirmaram ter três contas.
Na distribuição geográfica, destaque para o Algarve como a região onde a posse de duas ou mais contas é mais expressiva (77%), seguida do Alentejo com 70%.
O estudo refere também que as motivações para a criação de mais do que uma conta, prendem-se como o facto de terem contas dedicadas a poupança e investimento (54%) seguido de uma intenção de separação de contas para gerir as despesas do dia a dia (31%).
Quando questionados sobre a probabilidade de abrir uma segunda conta, 46% dos inquiridos consideram fazê-lo a médio prazo. Destes, 84% indicam referem a hipótese dessa segunda conta digital, o que representa um aumento de 24% face ao ano anterior.
O estudo Nickel e da DATA E procurou ainda aferir se o crescimento das compras online tem tido impacto na forma como os portugueses gerem as suas contas, concretamente se as compras online podem motivar a adesão a uma segunda conta. E neste ponto, 26% dos portugueses afirmaram já ter recorrido a este tipo de solução, 31% admitiu que sim, cerca de 26% referem que não e 17% não sabem.
João Guerra, CEO da Nickel Portugal, sublinhou que “estes dados demonstram que os portugueses encaram cada vez mais a segunda conta como uma ferramenta de simplificação e de segurança para a sua gestão financeira”. Acrescenta ainda que “a utilização de uma segunda conta para separar as despesas do dia a dia daquelas consideradas de maior preponderância (…) é igualmente uma excelente forma de manter um maior controlo e visibilidade sobre as operações mais sensíveis, separando-as das mais correntes, que, face ao seu elevado volume diário, devem idealmente ser consultadas em tempo real através de aplicações que simplifiquem essa consulta e respetivo controlo”.
Refira-se que este estudo foi desenvolvido entre os dias 16 e 19 de março de 2026, com base numa amostra de 1030 indivíduos residentes em Portugal (Continente e Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira), com idades entre os 18 e os 64 anos e distribuídos geograficamente segundo a classificação NUTS II.







