Start-ups europeias colocam o melhor da tecnologia ao serviço do desporto. Uma é portuguesa.
Desporto e tecnologia estão cada vez mais no foco das start-ups. E há uma portuguesa que consta na lista das 10 europeias mais promissoras.
Há uma nova vaga de start-ups que está cada vez mais a interligar desporto e tecnologia, seja ao nível do desempenho dos atletas, seja da gestão desportiva. A criação de projetos inovadores, espalhados pela Europa, que prometem mudar a forma como se pratica desporto ou como vemos a atividade desportiva, tem sido uma constante nos últimos anos.
Este setor está mais empreendedor que nunca, como podemos ver nos 10 exemplos reunidos pelo portal EU-Startups, e onde Portugal também está presente. Fundados entre 2020 e 2023, estes empreendimentos estão a aproveitar tecnologias de ponta, e a reimaginar a forma como abordamos o desporto a todos os níveis, explorando de forma inovadora a fusão entre tecnologia e esta indústria.
Score Play: Com sede em Portugal, esta start-up, fundada em 2021, criou uma plataforma alimentada por IA para as marcas de desporto e de entretenimento gerirem os seus ativos de media. Isto é, disponibiliza um espaço para as marcas centralizarem esses mesmos ativos e estabelecerem conexões com os vários players do ecossistema desportivo, desde clubes, a atletas, marcas ou estações de Tv e rádio. Desde a sua criação, a Score Play já mobilizou vários apoios, com diferentes rondas de investimento.
FANtium: Com sede em Zug, na Suíça, esta start-up ajuda os atletas a financiarem a sua profissão, permitindo que os fãs comprem tokens não fungíveis (NFT). Assim, os adeptos podem investir nos seus atletas preferidos, apoiando-os no seu caminho para o sucesso. Fundada no ano passado, a Fantium já angariou mais de 1,8 milhões de euros, capacitando jovens atletas nos seus percursos.
Mingle.Sport: Esta start-up dos Países Baixos (Utrecht) desenvolveu uma aplicação social centrada em desportos de bola que recorre a inteligência artificial para visão computacional e tecnologia móvel de ponta. Permite que os utilizadores rastreiem seu desempenho, aproveitem o jogo com outras pessoas e façam a gestão das suas equipas de forma eficiente. Este jovem projeto (nasceu em 2021) já captou mais de 1,5 milhões de euros.
Flexr: A londrina Flexr oferece um serviço de bem-estar que utiliza visão computacional para avaliar movimentos físicos, contribuindo assim para melhorar o desempenho e reduzir o risco de lesões. Da mobilidade ao equilíbrio e postura, esta plataforma orienta os utilizadores através de uma avaliação de 15 minutos, medindo com precisão os seus movimentos e fornecendo insights e orientações sobre o que devem fazer para se moverem melhor. Apenas com um ano de atividade, esta start-up em fase inicial conseguiu garantir mais de 100 mil euros para melhorar a análise do movimento e promover práticas mais saudáveis.
Equip Sport: De Genebra, Suíça, esta start-up oferece acesso a equipamentos desportivos premium em cacifos “self service”, para aluguer, com localizações privilegiadas em todo o mundo. A sua “missão” é melhorar a acessibilidade aos equipamentos desportivos para que todos tenham as mesmas oportunidades para se manterem ativos e saudáveis.
Sport.com: Também de Londres, a Sport.com é um mercado de aplicações móveis de fitness. Desde 2020, ano que surgiu no mercado, lançaram várias apps como Yoga.com Studio, All-in Fitness, um contador de calorias, um despertador inteligente e pedómetros, entre outros produtos. Estas aplicações conseguiram obter mais de 40 milhões de downloads. A start-up já teve um financiamento de 13 milhões de euros.
Improfit: A espanhola Improfit, sediada em Barcelona, nasceu em 2020 e arrecadou mais de 500 mil euros. É uma plataforma que recorre a visão computacional e inteligência artificial para avaliar e quantificar exercícios físicos em tempo real com uma abordagem músculo-esquelética (MSK). Tem como objetivo melhorar a vida das pessoas através de treino e reabilitação. A app informa o utilizador do seu desempenho para que este possa adequar a postura e movimentos durante a prática de exercício.
Quell: Mais uma londrina que, neste caso, oferece uma experiência de fitness que combina a emoção dos jogos com um treino intenso e completo, feito sob medida para cada utilizador. As caraterísticas da plataforma permitem que os utilizadores experimentem uma nova geração de jogos de fitness com resistência real, sensação táctil e análise técnica ao vivo. Já conseguiram angariar mais de 9 milhões de euros desde 2020.
SportsIcon: A inglesa Sportsicon disponibiliza produtos como o SportGPT, um modelo de linguagem que oferece treino personalizado, adaptado às necessidades e objetivos de cada utilizador. Além disso, permite investir na jornada da próxima geração de atletas, garantindo-lhes uma parte dos seus ganhos. Tem como objetivo criar uma ligação entre a tecnologia de ponta e os mundos do desporto, da comunicação e do entretenimento. Está no mercado há três anos e captou 4 milhões de euros.
Runna: Esta plataforma fornece treino a quem quer melhorar o seu tempo de corrida ou treinar para primeira maratona. Fundada em 2021, a Runna está na fase inicial e garantiu mais de 2,5 milhões de euros. Assume o compromisso de ajudar cada corredor com um plano de treino personalizado e único para cada um dos seus objetivos.








