A blaua está a construir uma plataforma de comunicação automatizada no imobiliário, com recurso a inteligência artificial. Quer levantar uma ronda pre-seed e está à procura de um investidor.

A blaua é uma start-up que constrói chatbots de marketing e de apoio ao cliente no imobiliário, com o objetivo de aumentar vendas e reduzir custos. O projeto foi criado por “três entusiastas” em tecnologia – João Campaniço, Francisco Agostinho e João Moreira – com diferentes experiências, mas todos eles, envolvidos com o setor imobiliário, de alguma forma, ao longo dos seus percursos. O conhecimento da indústria, combinado com perfis de vendas, marketing e engenharia foi o ponto de partida para a criação da blaua que agora dispõe de uma equipa composta por marketeers e engenheiros de software.

“Atuamos no mercado imobiliário, uma das indústrias de maior destaque no panorama económico (inter)nacional. Esta indústria está em constante crescimento e desenvolvimento, mas não viu ainda o total alcance da tecnologia. Com um potencial de disrupção enorme e a possibilidade de tocar um número considerável de vidas, pretendemos tornar a jornada de compra, venda ou arrendamento um pouco mais fácil para cada um de nós”, explicou o cofundador João Campaniço.

A blaua atua, referiu, “na fronteira entre comunicação e Inteligência Artificial. Com uma rede neuronal da nossa própria criação, usamos todo o potencial do Machine Learning conversacional para proporcionar a melhor experiência de conversa possível. Isto dito, a comunicação é transversal e tem muitas vertentes, desde marketing a apoio ao cliente. Queremos automatizar todas elas com a nossa tecnologia”.

Da ideia à prática
A ideia de criar uma ferramenta que facilitasse os processos associados à compra, venda ou arredamento de imobiliário surgiu há já algum tempo. “Começámos por trabalhar como uma agência de marketing no setor imobiliário, com o objetivo principal de gerar leads no digital. Rapidamente um problema se tornou aparente: a qualificação de leads, feita por chamada, era morosa, dispendiosa e muitas vezes evitada. Foi então que descobrimos como resolver este problema – com chatbots dotados de Inteligência Artificial, poderíamos ter uma conversa com o cliente e qualificá-lo automaticamente”, esclareceu João Campaniço.

De acordo com o cofundador da blaua, a equipa rapidamente percebeu o potencial que tinha descoberto, de apoio ao cliente, ao marketing, ao recrutamento e ao crédito imobiliário. Ou seja, o potencial de automatização com Inteligência Artificial no setor imobiliário era imenso. “Foi então que tomámos a decisão de nos despedirmos do nosso passado, enquanto agência, e de nos reinventarmos na forma da blaua, uma start-up dedicada à missão de construir a primeira plataforma de comunicação automatizada no imobiliário”, concluiu.

Público alvo
A tecnologia desta start-up destina-se a agências e consultores imobiliários, “já que ambos os segmentos podem beneficiar da tecnologia”, asseguram os seus responsáveis.

“Para consultores, providenciaremos assistentes virtuais pessoais que lhes poderão facilitar a vida e dar um apoio personalizado, mas customizado aos seus clientes. Já as agências, principalmente as de maior porte (50 ou mais funcionários), podem beneficiar desta tecnologia de várias formas – qualificação, recrutamento, angariação e muito mais. É claro que o seu potencial de automatização e ganhos por eficiência são consideráveis”, reforça João Campaniço.

Registada em Portugal, em Lisboa, a blaua quer começar por explorar o mercado nacional, para depois partir para o Reino Unido, Alemanha, França, Espanha e o resto da Europa. Neste momento, ainda sentem que “a educação do mercado é o maior obstáculo. O imobiliário é uma indústria legacy e preza muito os métodos tradicionais de venda, com resultados previsíveis e bem conhecidos por todos. Uma certa resistência a novas práticas é certamente de esperar, pelo menos de uma parte da indústria”. Apesar de tudo, acreditam que a pandemia veio trazer uma mudança de paradigma à indústria.

Próximas etapas
Com o MVP terminado, a Blaua prepara-se para começar a fazer testes em alguns clientes-chave para melhor entender como o produto se ajusta às suas necessidades. “Há certas premissas e hipóteses que queremos testar, e cuja validação (ou refutação) será chave para atingirmos o nosso product market-fit”, explicou o cofundador João Campaniço.

Atualmente, a start-up está a levantar uma ronda pre-seed, na qual procura captar entre 80 a 100 mil euros. “O objetivo deste investimento é dar-nos uma runway de pelo menos um ano, que nos permita testar as nossas premissas, aperfeiçoar o produto e conseguir uma receita inicial sólida. O ideal seria encontrar um investidor que quisesse fazer parte da nossa visão e quisesse trilhar este caminho connosco, para podermos traçar uma rota que nos permita expandir para o Reino Unido no segundo ano de atividade”, frisou o jovem empreendedor.

Resumo:
Responsáveis: João Campaniço, Francisco Agostinho e João Moreira.
Área: Tecnologia
Produto: Chatbots para o setor imobiliário
Mercados: Nacional e internacional
Necessidade: Investimento
Contacto: letsdobusiness@blaua.ai.
Site: https://blaua.ai/

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