Setúbal transforma redes de pesca recicladas em mobiliário urbano sustentável
A frente ribeirinha de Setúbal ganhou novo mobiliário urbano, com bancos e papeleiras de construção sustentável, feitos a partir de quatro mil redes de pesca recicladas, no âmbito de um projeto ambiental a que o município se associou.
O novo mobiliário urbano instalado na frente ribeirinha de Setúbal inclui quatro bancos e quatro papeleiras, colocados no passeio ribeirinho do Cais 3 do porto da cidade e na zona da Doca de Recreio das Fontainhas. Os equipamentos foram doados ao município no âmbito do projeto de sustentabilidade Mini for the Oceans, promovido pela MINI Portugal em parceria com a Gravity Wave, start-up internacional dedicada à limpeza dos oceanos e à promoção da economia circular.
Segundo o vereador do Ambiente e Ação Climática da Câmara Municipal de Setúbal, Bruno Russo, trata-se de “um projeto de sustentabilidade que permite retirar inertes de pesca do mar e alia a valorização ambiental à promoção da economia circular”.
Os bancos e papeleiras foram produzidos a partir de quatro mil redes de pesca recolhidas no Porto de Setúbal, posteriormente recicladas e transformadas em novos produtos para usufruto público. “Este é um projeto de grande relevância, que visa a proteção ambiental e ao qual o município de Setúbal se associa com grande honra”, afirmou o autarca.
Bruno Russo destacou ainda a escolha da frente ribeirinha para acolher os equipamentos, aos quais se deverão juntar, em breve, mais um banco e uma papeleira. “Estão colocados numa área de excelência, de relação direta com o mar, uma zona de grande afluência de pessoas, na qual a Câmara Municipal de Setúbal vai potenciar uma série de eventos”, sublinhou.
Também Gonçalo Empis, MINI Manager de Portugal, salientou a relevância ambiental e comunitária da iniciativa, assim como a escolha de Setúbal para o lançamento do projeto no país. “Procurámos um local que melhor representasse a área da pesca. Nesta dimensão, Setúbal é uma referência”, afirmou.
O presidente do Conselho de Administração da APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, Vítor Caldeirinha, elogiou a conceção e o design do novo mobiliário urbano, criado no âmbito de uma lógica de sustentabilidade. “Temos 75% da área protegida na nossa jurisdição”, assinalou, reforçando o alinhamento do projeto com as preocupações ambientais da entidade.
Depois de Setúbal, o Mini for the Oceans, projeto que teve origem em Espanha e que permitiu recolher mais de nove toneladas de plástico do Mar Mediterrâneo, tem previstas novas ações em território nacional, com o objetivo de ampliar o impacto ambiental e social da iniciativa.






