O futuro da mobilidade onde as pessoas deixam de ter carros próprios para aderirem a serviços de ride sharing parece estar cada vez mais perto.

A Lyft, a maior competidora da Uber no mercado norte-americano, lançou recentemente o relatório de impacto económico do ano de 2017.

Os números apresentados pela Lyft revelam um aumento do interesse do mercado pelos serviços de ride sharing. No ano passado foram mais de 375 milhões de viagens feitas com esta app, o que se traduz num aumento de 130% em relação a 2016.

Mais de 23 milhões de passageiros utilizaram a plataforma o que significa um aumento de ano-para-ano (YoY – year-over-year) de 92%. Por consequência, o número de condutores duplicou, com um total de 1.4 milhões registados na plataforma no ano passado.

Um dos pontos mais relevantes no relatório da Lyft é a visível mudança de comportamentos dos clientes da plataforma. Segundo a análise feita pela empresa, cerca de 250 mil dos seus clientes deixaram de usar carro pessoal para se moverem através da plataforma.

Metade dos inquiridos revelou ainda conduzir menos o carro devido aos serviços da Lyft e, um quarto destes, refere que ser proprietário de um veículo pessoal já não é tão relevante.

Em relação ao próximo passo das plataformas de mobilidade, que passará pela introdução massificada de veículos autónomos, 83% dos clientes da Lyft inquiridos revelaram sentirem-se confortáveis em utilizar este tipo de serviço assim que este estiver disponível.

É ainda relevante referir que um quinto das pessoas começou a utilizar mais os transportes públicos devido à facilidade de conexão com a Lyft.

Apesar de ser uma das maiores plataformas do género nos Estados Unidos, a Lyft ainda está longe de conseguir superar os valores alcançados pela Uber. Criada em 2007,  já recebeu mais de 3350 milhões de euros em investimentos e está avaliada em 1,23 mil milhões de euros, números modestos em comparação com a avaliação da Uber que, depois da última ronda de investimentos, está perto dos 40 mil milhões de euros.

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