Fora do Escritório: as escolhas do Head of Portugal da Cushman & Wakefield para este verão

Foto: Paulo Sarmento

Paulo Sarmento, Head of Portugal da Cushman & Wakefield, assume que não consegue “desligar” completamente nas férias, mas, ainda assim, consegue descansar independentemente do destino. A sua prioridade máxima para as férias é passar tempo com a família e “recarregar baterias” para reta final do ano.

Quando está “fora do escritório”, o que mais gosta de fazer para desligar?

Diferentes coisas em diferentes momentos. Gosto muito de tudo aquilo que envolva atividade física (bicicleta, caminhadas, ginásio, desportos aquáticos), mas também de viajar e de ler. O ideal é conseguir conciliar tudo isto num único destino!

“(…) o importante é desfrutar ao máximo do momento.”

Qual é o destino, em Portugal ou fora, onde consegue realmente descansar?

Consigo descansar independentemente do destino. Alguns destinos convidam mais à indolência e à preguiça, enquanto outros poderão ser fisicamente mais exigentes ou ambientes mais urbanos e buliçosos. Mas, em todos eles, o importante é desfrutar ao máximo do momento. Destino preferido em Portugal: Alentejo, na companhia da bicicleta. No estrangeiro: Nordeste Brasileiro (quando lá é inverno).

Há algum livro, podcast, filme ou série que recomende para este verão?

Livro: Regime Change, recentemente escrito por Maggie Haberman e Jonathan Swan, dois jornalistas americanos, sobre os primeiros tempos do segundo mandato do presidente Trump. Muito revelador.

Podcast: “The Drive”, do médico canadiano Peter Attia, sobre saúde e longevidade. Soberbo.

Filme: vi já este verão “O Convite”, realizado por Olivia Wilde e protagonizado por ela própria, Seth Rogan, Penélope Cruz e Edward Norton. Remake do filme espanhol “Sentimental”, também já adaptado em França, Itália, Suíça e Coreia do Sul. Tem como tema central temática central o desgaste conjugal, o ressentimento nos relacionamentos e o desconforto em torno da intimidade. Muito interessante.

Que hábito mantém durante as férias que o ajuda a regressar com mais energia?

A minha prioridade máxima para as férias é passar algum tempo com a minha família alargada – mulher, filhos e enteados. Somos sete, todos já adultos, a viver em diferentes países, pelo que é muito difícil conciliar as agendas e as vontades de todos. Sei que não vou poder ter esta enorme alegria muito mais anos, por isso aproveito cada um como se fosse o último!

“Liderar é, acima de tudo, servir. Entender as potencialidades da equipa e de cada um dos seus membros (…)”.

O que aprendeu de mais importante no primeiro semestre de 2026?

Liderar é, acima de tudo, servir. Entender as potencialidades da equipa e de cada um dos seus membros e colocar-nos ao serviço do coletivo, harmonizando personalidades muito diversas e com incentivos parcialmente desalinhados, tentando que todos remem para o mesmo lado. Navegar os constrangimentos internos e externos, analisar, decidir, executar – e fazer o mesmo no dia seguinte!

Qual foi o maior desafio de liderança que enfrentou nos últimos meses?

Suceder ao Eric van Leuven, uma personalidade muito carismática e que moldou os destinos da Cushman & Wakefield nos últimos 35 anos. Tentar imprimir um cunho pessoal sem necessariamente fazer uma revolução. Ganhar o respeito daqueles que antes eram os meus pares e que agora reportam a mim. Nada disto teria sido possível sem um processo de sucessão exemplarmente conduzido – mérito absoluto do Eric.

Que tendência, oportunidade ou preocupação vai estar no seu radar na segunda metade do ano?

Apesar de ser um cliché, acho que vai ser difícil escapar ao tema Inteligência Artificial. A incerteza quanto a isto é muito grande, não só no que respeita à forma como gerimos os nossos processos de trabalho, mas também quanto ao impacto desta tecnologia nos diferentes setores do mercado imobiliário.

Como equilibra descanso e responsabilidade quando lidera uma equipa ou uma empresa?

Aqui vou contrariar completamente o cliché e dizer: nunca desligo completamente! Apesar de ter plena confiança na equipa que lidero, prefiro manter-me constantemente ao corrente daquilo que se está a passar e tomar rapidamente as decisões que o meu cargo exige. Paradoxalmente, tenho muito menos stress atuando assim do que desligando completamente durante o período de férias.

Que conselho daria a outros líderes para aproveitarem melhor este período de pausa?

Este é um caso claro em que deveremos evitar o “one size fits all”. Há pessoas que só descansam quando desligam completamente, e por um período mínimo de duas semanas. Eu, pelo contrário, sinto-me de férias a partir do momento em que fecho a porta do escritório no último dia de trabalho. Cada um deve sobretudo conhecer-se a si próprio, saber o que funciona no seu caso e usar a pausa da maneira que melhor lhe carrega as baterias.

Complete a frase: Este verão quero…
Passar todo o tempo que puder com a minha família alargada.

O essencial de verão de Paulo Sarmento

Livro: Regime Change, por Maggie Haberman e Jonathan Swan
Destino: Nordeste Brasileiro
Objeto indispensável: Equipamento de desporto
Uma palavra para definir este verão: Azul
Uma ideia para levar para setembro: Vamos a isto!Rubrica Especial de Verão

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