Cidade do Rock vai testar soluções de IA, mobilidade, sustentabilidade e gestão de dados

Foto: Rock In Rio Lisboa

A Smart City of Rock vai fazer da Cidade do Rock um espaço de experimentação urbana em contexto real. A iniciativa vai reunir empresas, start-ups, academia e entidades públicas para testar soluções tecnológicas orientadas para cidades mais eficientes, sustentáveis e centradas nas pessoas.

O Rock in Rio Lisboa apresentou hoje a operação da primeira edição da Smart City of Rock, uma iniciativa que transforma a Cidade do Rock num laboratório vivo para testar, validar e acelerar soluções destinadas às cidades do futuro. Desenvolvida com Liquid Innovation Co. e a MEO Empresas, cocriadora do projeto, e em parceria com um ecossistema que reúne a Câmara Municipal de Lisboa, a Universidade de Lisboa, a Unicorn Factory Lisboa, start-ups e parceiros tecnológicos, a Smart City of Rock colocará em funcionamento tecnologias nas áreas da conectividade, inteligência artificial, mobilidade, sustentabilidade e gestão de dados, demonstrando como a inovação pode contribuir para cidades mais eficientes, resilientes e centradas nas pessoas.

Para Roberta Medina, Vice-Presidente Executiva do Rock in Rio, a Cidade do Rock é um ecossistema único que reúne empresas, entidades públicas e milhares de pessoas de diferentes perfis sociais, convivendo e interagindo de forma intensa durante alguns dias. A nossa proposta é transformá-la em um laboratório social para a experimentação de soluções inovadoras e a gerar conhecimento capaz de contribuir para a melhoria da sociedade. A Smart City of Rock é o primeiro projeto resultante dessa visão, com foco na identificação, teste e aplicação de tecnologias que possam melhorar a qualidade de vida das pessoas nas cidades, transformando desafios urbanos em oportunidades de inovação.”

A Smart City of Rock fará a sua estreia na 11.ª edição do Rock in Rio Lisboa, através de uma infraestrutura conectada, funcional e orientada por dados, onde empresas, startups, entidades públicas e instituições académicas poderão testar e medir soluções em áreas como infraestruturas inteligentes, mobilidade, turismo, segurança, saúde e bem-estar, experiências de marca, gestão operacional, ESG e educação.

A génese do projeto remonta a 2024, quando o Rock in Rio Lisboa acolheu oito startups tecnológicas para testar soluções em ambiente real. O sucesso dessa experiência lançou as bases para a criação da Smart City of Rock, cuja primeira edição acontece agora em 2026. A ambição é que esta plataforma continue a evoluir a cada edição, incorporando novas tecnologias, parceiros e casos de uso, acompanhando a transformação das cidades e das sociedades.

Durante o evento de apresentação estiveram presentes os representantes das entidades que integram este ecossistema colaborativo, que deram a conhecer o seu papel na construção da primeira edição da Smart City of Rock. A sessão incluiu ainda demonstrações ao vivo da Infinite Foundry e da Sensaway, duas das start-ups selecionadas para contribuir para a transformação da Cidade do Rock num laboratório de inovação urbana.

MEO Empresas reforça ecossistema de inovação da Smart City of Rock

Como cocriadora oficial da primeira edição da Smart City of Rock (SCOR), a MEO Empresas assume um papel central na materialização deste ecossistema de inovação, avança o Rock in Rio em comunicado. Desta colaboração nasce o Stand Smart City of Rock, desenvolvido em conjunto com a Câmara Municipal de Lisboa, a Unicorn Factory Lisboa, start-ups e parceiros tecnológicos, afirmando-se como um espaço de experimentação, demonstração e partilha de soluções que exploram o potencial da conectividade, dos dados e da tecnologia para responder aos desafios urbanos contemporâneos.

Mais do que um espaço expositivo, o stand irá acolher demonstrações tecnológicas, encontros B2B, produção de conteúdos em tempo real e a Smart Rock Tour, uma experiência guiada que permitirá conhecer algumas das tecnologias que suportam a operação da Cidade do Rock.

A iniciativa conta ainda com o contributo de sete parceiros tecnológicos, entre eles EVOX, Oart, Kido, Soltráfego, GEMA, Inov e Focus, que irão apresentar soluções aplicadas a áreas como mobilidade, operação urbana, experiência do cidadão e sustentabilidade. Com esta participação, a MEO Empresas reforça o seu compromisso com a transformação digital das cidades e organizações, contribuindo para acelerar a adoção de soluções inovadoras com impacto real na qualidade de vida e na gestão urbana do futuro.

No âmbito da startup call lançada durante a Web Summit 2025, inscreveram-se 106 start-ups de 8 países, tendo sido selecionadas 37 para pitch, resultando em 13 finalistas que integram soluções nas áreas de infraestruturas inteligentes, gestão de dados, mobilidade, turismo, segurança, saúde e bem-estar, experiências de marca, gestão operacional, ESG e educação. O processo foi liderado pela Unicorn Factory Lisboa, reforçando o papel de Lisboa enquanto hub internacional de inovação, empreendedorismo e investimento.

Entre as start-ups selecionadas destacam-se a Infinite Foundry, que irá desenvolver um gémeo digital da Cidade do Rock e da Cidade de Lisboa para simulação e antecipação de cenários operacionais para tomadas de decisão sobre gestão o festival e sobre a  cidade de Lisboa e a Sensaway, responsável pela integração e análise de dados provenientes de diferentes sistemas tecnológicos, permitindo gerar informação em tempo real para apoiar a tomada de decisão durante o festival.

A Smart City of Rock integra ainda um conjunto de projetos-piloto que colocam dados, tecnologia e operação urbana a trabalhar em conjunto, gerando aprendizagens em áreas estratégicas e ajudando a responder a desafios concretos antes, durante e após o festival.

Entre as iniciativas previstas, salienta-se uma sala integrada de operações para monitorização e gestão em tempo real, ou seja, a partir de um único ambiente, poder gerir todos os aspetos urbanos, com soluções de mobilidade inteligente, gestão de fluxos humanos, um centro urbano de energia inteligente, fiscalização inteligente, dashboards públicos de informação e soluções de acessibilidade porta-a-porta, contribuindo para uma experiência mais eficiente, sustentável e inclusiva para cidadãos e visitantes.

Desenvolvidos em articulação com o Centro de Gestão Integrada Urbana de Lisboa (CGIUL), estes projetos estão alinhados com a estratégia da cidade para a inovação e governação urbana, permitindo validar soluções com potencial de aplicação futura em Lisboa e noutras cidades.

A componente académica da SCOR é assegurada pela Universidade de Lisboa, Official University Partner do projeto, reforçando a ligação entre conhecimento científico, investigação e inovação aplicada através do envolvimento de investigadores, docentes e estudantes de diferentes áreas do conhecimento.

Conheça as start-ups que estiveram presentes durante a apresentação  da Smart City of Rock

Alia Inclui – nascida no Brasil e em expansão para Portugal, transforma informação visual em informação sonora através de Inteligência Artificial e visão computacional, tornando o festival mais acessível, especialmente para pessoas com deficiência visual. No festival, irá atuar nas áreas de A&B, merchandising e no mapa tátil. Durante a conferência de imprensa, demonstrou a audiodescrição de uma embalagem.

Meetball – fundada em Portugal por um empreendedor italiano, é uma plataforma de colaboração peer-to-peer que permite a ligação entre pessoas com interesses comuns, preservando a sua privacidade. No festival, funcionará como uma rede social colaborativa para os fãs mais envolvidos com o cartaz. Na conferência de imprensa, teve a rede disponível de forma antecipada para que os convidados pudessem interagir entre si.

Katchit – fundada e gerida por portugueses, cria experiências imersivas e ativações de marca através de realidade aumentada (AR), realidade virtual (VR), realidade estendida (XR), gaming, avatares, VFX e Inteligência Artificial. No festival, apresentará uma experiência interativa de realidade aumentada que permitirá aos visitantes encontrar prémios no espaço do evento. Como antevisão desta dinâmica, os primeiros prémios foram lançados durante a conferência de imprensa.

VRGlass – fundada no Brasil e gerida por brasileiros, proporciona uma experiência baseada em Inteligência Artificial para quem deseja tornar-se uma rock star do festival. Ao carregar uma fotografia na plataforma, os utilizadores recebem vídeos personalizados ao estilo Rock in Rio, permitindo-lhes subir ao palco da Cidade do Rock num ambiente digital. Durante a conferência de imprensa, a startup apresentou um vídeo inédito.

Yooddle – fundada e gerida por portugueses, é uma plataforma que reforça a ligação entre marcas e consumidores através de templates interativos. No festival, disponibilizará ferramentas para quem gosta de partilhar os melhores momentos nas redes sociais. Na conferência de imprensa, os convidados tiveram acesso a um template exclusivo do evento.

Estas startups integram um grupo mais alargado de empresas inovadoras associadas ao ecossistema do evento, juntamente com a Infinite Foundry, Indulge Me, Sensaway, Planta Smart Homes, GetVocal AI, GoParkly, Trash4Goods e Windcredible.

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