Para assinalar o Dia dos Namorados, fomos perceber como se conjugam amor e negócios e desafiamos Beatriz Rubio, CEO da Remax, a partilhar a sua história. Afinal é casada há 27 anos com Manuel Alvarez, o presidente da Remax.

Juntos no amor e nos negócios. Esta é uma máxima que se adapta na perfeição a Beatriz Rubio e Manuel Alvarez. Além de dividirem a gestão de uma das maiores redes imobiliárias do país, ele como presidente, ela como CEO, partilham uma vida em comum há 27 anos (mais nove de namoro) e três filhos.

Ambos espanhóis – ela de Saragoza, ele de Badajoz, mas a viver na cidade dela -, os seus caminhos cruzaram-se num grupo de jovens da igreja. Desde então foram caminhando lado a lado. Ela formou-se em Gestão e ele em Direito, cursos que completaram com um MBA.

Decidiram fazer carreira no estrangeiro e optaram por Portugal onde residem há mais de duas décadas e onde partilham a vida e os negócios, num equilíbrio que têm gerido com sucesso.

Juntos no amor e nos negócios. Como se gere esta relação?
Gerimos dando espaço, com muita confiança de que cada um de nós faz o melhor que pode pela empresa e pelo casamento. Tentamos não falar muito de trabalho em casa, separando muito bem os momentos de trabalho e os momentos em lazer, tentando, assim, equilibrar a vida pessoal e profissional.

Construir uma trajetória pessoal e profissional conjunta foi um sonho de vida ou uma circunstância que deu certo?
Foi um sonho de vida porque acreditamos que quando se têm objetivos comuns e se sabe fazer as coisas bem, é muito mais fácil fortalecer a relação.

Quais os ingredientes chave para o sucesso desta relação amor e negócios? Como se ultrapassam as “pedras” no caminho?
Confiança. A confiança é fundamental e não estar a concorrer um com o outro. Há momentos em que o Manuel é mais forte do que eu e vice-versa. Não há concorrência. Há alegria porque um dos dois atingiu os objetivos.

Enquanto casal têm alguma estratégia para impor limites entre o que é o trabalho e a vida pessoal?
Exceto se for um tema muito urgente, não falamos de trabalho em casa à noite, nem ao fim de semana. Também fazemos muitas atividades de desporto juntos (motas, Btt, ski..) e temos muitos compromissos pessoais e profissionais.

Acha que o vosso sucesso está ligado ao facto de serem marido e mulher?
Sim, por sermos homem e mulher – o homem mais racional e a mulher mais emocional – e sem medo de tratar as emoções dentro da empresa, algo que para um homem por vezes é tabu. São duas visões totalmente diferentes, mas ao mesmo tempo complementares.
Como somos marido e mulher há muito respeito. E quando há respeito, ouves tanto de um lado como do outro e acaba por ser uma gestão a dois onde eu coloco muita paixão e o Manuel coloca muita visão. Mas, no fundo, complementamo-nos muitíssimo.

Quem motiva ou incentiva quem?  E como se gerem os “egos” no que toca ao sucesso profissional?
Eu motivo o Manuel e o ele motiva-me a mim. A nível de egos, como há muito respeito, lutamos para que um dos dois ganhe. Numas ocasiões ganha um, noutras ganha outro. Há tolerância e respeito.

Quais as caraterísticas pessoais que cada um traz, com mais relevância, para esta relação amor&negócio?  Resiliência? Método? Organização?
Eu levo a paixão, a determinação, muita proatividade e muito método. O Manuel leva a visão, a coragem, a tranquilidade, a flexibilidade e também a paixão.

Qual o lado bom e menos bom de trabalhar em conjunto?
O lado bom é que os objetivos, tanto pessoais como profissionais, são comuns. O lado menos bom é que há que aprender a trabalhar o ego dos dois para não concorrermos, mas sim complementarmo-nos um ao outro.

Quem “ganha” com mais frequência: o amor ou os negócios?
O amor. Se não, acabamos tanto com o negócio como com o amor.

Se pudesse, o que teria feito de diferente?
Nada, porque os erros foram aquilo que nos ensinou o que não podemos voltar a fazer.

Que dicas recomenda aos casais empreendedores que estão a lançar negócios conjuntos?
Que tenham presente a máxima de que ao lado de um grande homem está uma grande mulher. Nunca à frente nem atrás. Só assim se complementarão.

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