Apenas 42% dos consumidores protegem os pagamentos online durante os saldos
Só 42% dos compradores utiliza software de segurança para proteger pagamentos online, apesar do aumento das fraudes digitais, segundo um estudo da Kaspersky.
Apesar de a maioria dos consumidores acreditar que sabe identificar fraudes na internet, a proteção efetiva dos pagamentos online continua a ser surpreendentemente baixa. Uma nova investigação da Kaspersky revela que apenas 42% dos compradores utilizam software de segurança para proteger transações digitais e bloquear ligações maliciosas, um dado que os especialistas consideram particularmente preocupante numa altura em que as fraudes online se tornam cada vez mais sofisticadas.
O estudo, intitulado “Spotlight on retail & e-commerce cybersecurity: what users and companies faced in 2025“, surge numa altura estratégica, com a aproximação dos saldos de inverno, período tradicionalmente marcado por um aumento significativo da atividade dos burlões. De acordo com os resultados, 65% dos consumidores online acreditam ser capazes de detetar esquemas fraudulentos por iniciativa própria, confiando sobretudo na sua intuição e experiência. No entanto, essa confiança nem sempre se traduz em comportamentos de proteção eficazes.
Embora 97% dos participantes afirmem ter consciência dos riscos associados às compras online e adotem pelo menos algumas medidas preventivas, menos de metade recorre a soluções de segurança dedicadas, capazes de impedir ataques de phishing ou proteger dados financeiros sensíveis. Esta lacuna é ainda mais evidente entre os consumidores com mais de 55 anos, onde apenas 32% utilizam software de segurança durante as compras digitais.
As práticas mais comuns passam por sinais básicos de alerta, como a identificação de links suspeitos ou de websites com um design pouco credível, bem como a verificação da autenticidade dos vendedores. Ainda que importantes, estas estratégias são consideradas insuficientes pelos especialistas. Segundo a Kaspersky, tratam-se de mecanismos elementares que não substituem uma proteção abrangente contra fraudes, sobretudo num contexto em que os ataques se tornam cada vez mais difíceis de identificar a olho nu.
Outras precauções, como a utilização de um cartão dedicado exclusivamente a compras online ou o recurso a endereços de e-mail alternativos ao comprar em lojas desconhecidas, continuam a ser pouco adotadas. Curiosamente, pedir aconselhamento a amigos ou familiares antes de concluir uma compra é uma prática mais comum entre os consumidores mais jovens, revelando uma maior predisposição para decisões partilhadas, em contraste com os mais velhos, que tendem a confiar mais na sua própria avaliação.
“Ao longo do ano, temos observado que os compradores online continuam a ser um dos alvos preferenciais dos burlões, especialmente durante os períodos de saldos”, alerta Olga Altukhova, analista sénior de conteúdos web da Kaspersky. A responsável sublinha que a simples atenção não é suficiente para travar as ameaças atuais, sobretudo quando os criminosos recorrem cada vez mais à inteligência artificial para criar campanhas de phishing altamente personalizadas e difíceis de detetar.
O relatório destaca ainda que a evolução constante das técnicas de ataque exige uma atualização permanente dos consumidores. A aposta em soluções de segurança com componentes avançadas de deteção de phishing é apontada como um dos pilares fundamentais para uma navegação mais segura. Em 2025, por exemplo, o Kaspersky Premium obteve a certificação “Approved” da AV-Comparatives, ao conseguir identificar 93% dos URLs de phishing testados, demonstrando o papel crescente da tecnologia baseada em IA na proteção da vida digital.
O estudo foi realizado em novembro de 2025 pelo centro de investigação de mercado da Kaspersky, com a participação de três mil inquiridos em 15 países, incluindo Espanha, Alemanha, Itália e Reino Unido. Os resultados deixam um alerta claro: a perceção de segurança nem sempre corresponde à realidade e, num ambiente digital cada vez mais hostil, confiar apenas no bom senso pode sair caro.
Como comprar online sem ser vítima de fraude
Os períodos de saldos são momentos de maior atividade para os burlões. Para se proteger contra novas ameaças, a Kaspersky sugere que implemente as seguintes práticas de segurança:
- Nunca guarde os dados completos do seu cartão de crédito em websites, salvo quando estritamente necessário.
- Considere utilizar um cartão de débito separado apenas para compras online e ative alertas de transação nas suas contas bancárias e de cartão de crédito.
- Seja especialmente cauteloso com “flash sales” que parecem boas demais para ser verdade. Desconfie de websites que pressionem decisões rápidas e de vendedores que recusam devoluções ou trocas.
- Utilize palavras-passe diferentes para cada conta online e ative a autenticação em dois fatores sempre que possível.
- Aplique uma solução de segurança com forte componente anti-phishing. Por exemplo, o Kaspersky Premium recebeu a certificação anual “Approved” do laboratório de testes líder AV-Comparatives em 2025, tendo detetado 93% dos URLs de phishing. Esta solução demonstra capacidades excecionais de proteção, impulsionadas por tecnologia de IA, garantindo a proteção da vida digital e privacidade dos utilizadores.
- Os atacantes evoluem constantemente as suas técnicas, pelo que manter-se informado sobre novas formas de phishing ajuda a reconhecê-las e evitá-las.








