Aliança CEMS revela as competências que vão distinguir os líderes na era da IA

A Inteligência Artificial (IA) está a transformar a forma como trabalhamos, mas as competências humanas avançadas são determinantes para o sucesso profissional e o exercício de uma liderança responsável. A conclusão é do novo relatório da Aliança Global CEMS.

O mais recente relatório da Aliança Global CEMS – Augmented Leadership: Navigating the New Age of Intelligence – revela que, no atual contexto em que a Inteligência Artificial (IA) está a transformar a forma como tomamos decisões, trabalhamos e aprendemos, as competências humanas avançadas são determinantes para o sucesso profissional e o exercício de uma liderança responsável.

A análise (baseada em entrevistas com especialistas da Aliança CEMS), explora as competências que irão definir um bom líder da próxima geração, e constata que, apesar do elevado potencial das ferramentas de IA generativa para impulsionar a produtividade e fomentar a criatividade, a dependência acrítica destas tecnologias pode comprometer as capacidades que as organizações mais valorizam, ou seja, a autonomia intelectual, o pensamento crítico, a capacidade de questionar, a tomada de decisão ética e sentido de propósito. 

Nessa medida, a Aliança Global CEMS destaca que será o facto de assumirem em consciência os limites da IA e encararem a tecnologia como um aliado, e não como um substituto, que distinguirá verdadeiramente os líderes e profissionais do futuro.

O Augmented Leadership: Navigating the New Age of Intelligence alerta ainda para os riscos reais da dependência excessiva da IA, defendendo que a vantagem competitiva das próximas gerações residirá na capacidade de pensar antes de pedir, analisar antes de aceitar e liderar com profundidade humana.

Neste contexto, em que a inteligência artificial está cada vez mais integrada na estratégia e operação das organizações, o relatório destaca que o verdadeiro risco para os profissionais e líderes do futuro não é o risco da IA substituir o ser humano, mas sim a tendência humana para abdicar do pensamento crítico perante a facilidade de delegar decisões à tecnologia. A pergunta-chave das gerações do futuro, e o que vai distinguir os verdadeiros líderes, é quando estes conseguem assumir e questionar: “Como pode a IA ajudar-me a ser melhor?”

O relatório identifica, assim, algumas competências que vão acrescentar mais valor a líderes e profissionais em início de carreira: pensar antes de pedir (estruturar o raciocínio, formular perguntas e clarificar objetivos antes de recorrer à IA); manter a curiosidade ativa (explorar, testar, comparar perspetivas e desafiar respostas automáticas); avaliar de forma ética e responsável (compreender implicações sociais, ambientais e organizacionais da IA); usar a tecnologia de forma critica e esclarecida (conhecer as capacidades e limitações das ferramentas de IA); e tomar decisões com profundidade humana (valorizar a empatia, mas também a comunicação, a criatividade e capacidade de conexão).

Nicole de Fontaines, diretora executiva da Aliança Global CEMS, defende que, quando usada com responsabilidade, a IA quando pode amplificar o potencial humano, potenciar a criatividade e desbloquear novas possibilidades para líderes, educadores e jovens profissionais. Todavia, não deixa de alertar para os perigos da utilização acrítica da tecnologia que pode conduzir ao distanciamento, à perda de confiança ou diminuição de propósito.

A Aliança Global CEMS reúne 33 escolas de negócios de referência e mais de 70 parceiros multinacionais, entre as quais a Nova SBE, único representante de Portugal.

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