Retalho criou quase 22 mil empregos em cinco anos e bate recorde no investimento em formação

Um estudo da APED revela que 85% dos trabalhadores das empresas associadas têm contratos sem termo, mais de metade dos cargos de chefia são ocupados por mulheres e os jovens representam 17% da força de trabalho.

As empresas associadas da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) criaram 21.900 postos de trabalho entre 2020 e 2025, e empregam atualmente mais de 155 mil pessoas. Os dados constam do estudo “O Valor das Nossas Pessoas”, desenvolvido em parceria com a consultora Forvis Mazars, que analisa a evolução do emprego no retalho alimentar e não alimentar em Portugal, destacando a estabilidade dos vínculos laborais, o investimento na qualificação dos trabalhadores e a diversidade das equipas.

Entre as principais conclusões do estudo apresentado recentemente destaca-se a estabilidade laboral nas empresas associadas da APED, onde 85% dos trabalhadores têm contratos sem termo, uma percentagem superior à média nacional de 71%. O investimento em formação também registou um crescimento de 66% nos últimos cinco anos, atingindo os 40,9 milhões de euros em 2025, com cada colaborador a beneficiar, em média, de 45 horas de formação.

Os dados revelam ainda uma forte presença feminina em cargos de liderança, com as mulheres a ocuparem 53% das posições de chefia. No que respeita à igualdade salarial, a diferença remuneratória ajustada entre homens e mulheres (gender pay gap) nas empresas associadas situa-se nos 2,7%, abaixo da média nacional de 10,8%.

O estudo evidencia também o papel do setor na integração dos jovens no mercado de trabalho. Os profissionais até aos 24 anos representam 17% dos trabalhadores das empresas associadas da APED, face a uma média nacional de 6%. A diversidade das equipas é outro dos aspetos destacados, com colaboradores de 62 nacionalidades diferentes.

“O Retalho exige escala, planeamento e adaptação, mas é, na sua essência, um negócio de pessoas para pessoas. Os resultados deste estudo espelham bem o papel da Distribuição como um verdadeiro elevador social na economia portuguesa. Somos, sem dúvida, um setor inclusivo que acolhe diferentes gerações, origens e capacidades. A qualificação tecnológica é fundamental e o nosso investimento prova-o, mas a tecnologia jamais substituirá a competência humana, a proximidade, o aconselhamento e a empatia que caracterizam o nosso serviço. O retalho tem futuro, e esse futuro é indiscutivelmente humano”, afirmou o presidente da APED, José António Nogueira de Brito, durante o evento de apresentação do estudo.

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