Start-ups desenvolvem protótipos de defesa em hackathon europeu
A edição portuguesa do EUDIS Defence Hackathon começa hoje em Lisboa e prolonga-se até dia 28. A iniciativa tem como objetivo desenvolver soluções tecnológicas nas áreas da defesa do espaço aéreo, tecnologias contra drones e segurança marítima.
Mais de 15 star-tups vão participar na edição portuguesa do EUDIS Defence Hackathon, uma iniciativa da Comissão Europeia (organizada em Portugal pela Productized) que se realiza entre hoje, 26 de março, e o dia 28, no Beato Innovation District, em Lisboa.
Durante três dias, as equipas irão trabalhar em desafios alinhados com prioridades europeias de segurança, incluindo o desenvolvimento de intercetores de drones mais eficientes e acessíveis, sistemas avançados de deteção e alerta precoce para ameaças aéreas, bem como um terceiro desafio dedicado à segurança marítima, alinhado com as especificidades de defesa nacional.
O objetivo passa por acelerar soluções tecnológicas capazes de reforçar as capacidades europeias de defesa, promovendo simultaneamente a colaboração entre indústria, talento tecnológico e instituições.
Além dos prémios locais, num valor total de 10 mil euros, as equipas vencedoras terão acesso a um programa de mentoria de 40 horas, desenvolvido ao longo de dois meses com especialistas do setor. Em junho, as soluções vencedoras terão oportunidade de integrar uma competição europeia exclusiva com um pitch ao vivo a representantes dos Estados-membros da União Europeia.
Ainda no âmbito desta iniciativa, a Marinha Portuguesa irá selecionar start-ups para participarem num evento de experimentação operacional, permitindo às equipas contacto direto com necessidades reais do setor e uma melhor compreensão dos desafios de segurança marítima.
No mercado nacional, a iniciativa conta com o apoio dos parceiros Vieira de Almeida, Marinha Portuguesa, Critical Software, a TYTAN Technologies (empresa alemã que desenvolve sistemas de defesa aérea com inteligência artificial) e Unicorn Factory Lisboa.
Refira-se que nesta edição, Portugal surge como o terceiro país com maior participação, apenas atrás da Polónia e da Roménia, reforçando o crescente posicionamento do país neste ecossistema.








