Start-up do mês: Takodana cresce com olhos postos na cannabis e no mercado europeu
Este mês, desafiámos a Incubadora A Praça, no Fundão, a eleger a start-up do mês. A escolha recaiu na Takodana Portugal, uma empresa de cannabis medicinal que obteve a licença de cultivo, importação e exportação junto do Infarmed.
Nome da start-up: Tokodana
Fundadores: Nuno Coelho Martins, Joana Coelho Martins e André Esteves.
Atividade: A Takodana Portugal é uma empresa licenciada de cannabis medicinal, com sede no Fundão. Após concluir a construção das suas instalações e o processo de licenciamento, a Takodana obteve a licença de cultivo, importação e exportação junto do Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde. A start-up conta atualmente com uma equipa de sete pessoas, com planos de reforço até ao final do ano com mais seis contratações.
“Na Takodana Portugal, estamos comprometidos com o cultivo de cannabis medicinal de excelência, especificamente para o setor farmacêutico. A nossa missão é construir um futuro em que os medicamentos à base de cannabis sejam não só mais acessíveis, como também mais eficazes. Ao definir uma alternativa natural, procuramos promover uma melhor saúde e bem-estar para todos”, pode ler-se no site da start-up.
A estufa da Takodana está organizada em várias salas de cultivo, otimizando o planeamento, a eficiência do fluxo de trabalho e a higiene operacional, ao mesmo tempo que promove plantas mais saudáveis. Esta configuração permite um ciclo de colheita contínuo a cada duas semanas.
Equipado com tecnologia de ponta, o espaço conta com um sistema completo de controlo climático, que regula a humidade, o fotoperíodo, a temperatura e a circulação de ar. A iluminação LED suplementar avançada e o sistema automatizado de fertirrigação potenciam ainda mais o desempenho.
Segundo a Takodana,”este design inovador permite cultivar lotes menores, oferecendo flexibilidade para satisfazer consistentemente as necessidades dos clientes e adaptar rapidamente a produção de diferentes variedades, tudo dentro de um prazo eficiente de entrega de 3,5 meses”.
Para apoiar esta produção flexível, a instalação inclui espaços dedicados à propagação, crescimento vegetativo e plantas-mãe, cada um desempenhando um papel fundamental para garantir os mais elevados padrões de qualidade e consistência ao longo de todo o processo de cultivo.
Volume de negócios: A start-up prevê encerrar 2026 com cerca de 800 mil euros em vendas e um cash flow superior a 1,4 milhões de euros.
Porque merece destaque: A Takodana Portugal tem conseguido conquistar o seu lugar no exigente setor farmacêutico com recursos limitados, mostrando que dimensão não é sinónimo de sucesso. Com uma equipa pequena, mas qualificada, a empresa obteve a licença do Infarmed para cultivo, importação e exportação de cannabis medicinal e já alcança reconhecimento no mercado internacional.
Mais do que uma aposta no setor, a Takodana decidiu investir numa região pouco explorada para projetos farmacêuticos, o Fundão, contribuindo para dar visibilidade e projeção ao tecido empresarial local. “Hoje, o Fundão não é conhecido apenas pelas suas cerejas, mas também pelas empresas de cannabis medicinal que aqui se instalam e crescem”, reforçam os fundadores da Takodana.
A start-up aposta ainda no talento local. Seis dos sete elementos da equipa têm residência oficial no Fundão, sendo que três são naturais da região. Esta estratégia reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento económico e social do território onde se insere.
Outra informação relevante: A Takodana Portugal olha para o futuro com planos de crescimento local. A empresa está instalada num terreno amplo de 100.000 m², mas atualmente utiliza apenas cerca de 20.000 m², mostrando que a infraestrutura necessária para a expansão já está preparada.
Este posicionamento estratégico reforça a ambição da start-up de crescer de forma sustentável no Fundão, contribuindo para a economia e para o desenvolvimento da região. O município reconheceu a relevância da empresa no tecido empresarial local, considerando-a de Interesse Municipal.








