Open Cities instala-se em Lisboa e Nova Iorque e prepara fundo de financiamento para cinema independente

Joana Vicente, ex-CEO do Sundance, e Jason Kliot, produtor

A  aceleradora e produtora cinematográfica terá sede em Lisboa e escritório em Nova Iorque, e prevê lançar um fundo de financiamento até ao final do ano. O projeto é promovido por Joana Vicente e Jason Kliot, com o objetivo de apoiar cineastas independentes a desenvolver projetos sustentáveis.

Joana Vicente, produtora portuguesa premiada e ex-CEO do Sundance, e Jason Kliot, produtor nomeado para os Óscares, anunciaram o lançamento da Open Cities, uma aceleradora e produtora cinematográfica internacional sediada em Lisboa e Nova Iorque, dedicada a apoiar cineastas independentes na criação de trabalhos ambiciosos com orçamentos sustentáveis.

Em comunicado divulgado, os promotores dizem que a Open Cities combina a visão artística com ferramentas de produção avançadas e colaboração global para desenvolver filmes com potencial de distribuição mundial. Os cineastas participantes poderão filmar e produzir as suas obras em qualquer parte do mundo, ampliando o alcance internacional dos seus projetos.

“Numa altura em que o cinema independente parece cada vez mais frágil, vemos enormes possibilidades. Ao construir um espaço para a experimentação com artistas, estamos a criar um ambiente onde a inovação criativa e técnica podem prosperar juntas, apoiando o desenvolvimento artístico e permitindo aos cineastas contar histórias ousadas e ambiciosas”, afirmou Joana Vicente.

Jason Kliot acrescentou que “como disse Akira Kurosawa, ‘Ser artista significa nunca desviar o olhar’. Passámos as nossas carreiras a confrontar as mudanças tecnológicas e a convertê-las em poder criativo. O nosso foco agora é capacitar a próxima geração de contadores de histórias independentes a fazer filmes que antes estavam fora de alcance”.

Com um fundo de financiamento previsto para estar disponível até ao final do ano, a aceleradora oferece um programa virtual inaugural de agosto a novembro, focado no aperfeiçoamento prático do guião, mentoria individual e integração guiada de novas tecnologias, incluindo o uso consciente da inteligência artificial e a prototipagem rápida. O programa culmina numa semana de imersão presencial em Lisboa e num dia de apresentação dos projetos.

Um número limitado de projetos será selecionado para financiamento e produção, enquanto todos os participantes concluirão o programa com um guião, um plano de produção definido e materiais de prova de conceito concretos para impulsionar a realização dos seus filmes. As inscrições para o programa abrirão a 15 de março de 2026.

A equipa fundadora da Open Cities integra, além de Joana Vicente e Jason Kliot, Tony Gonçalves, ex-Chief Revenue Officer da Warner Media e atual CEO do The Evrose Group, e Filipe de Botton, empresário e investidor português.

A Open Cities opera numa linha de continuidade com o trabalho fundador de Vicente e Kliot há 25 anos, no limiar da revolução digital do cinema, e projeta utilizar as tecnologias emergentes e a inteligência artificial de forma responsável e criativa para transformar o processo de realização cinematográfica.

A organização conta ainda com um conselho consultivo internacional composto por nomes das áreas do cinema, tecnologia, filantropia e liderança criativa, entre os quais David Linde, Katherine Oliver, Mark D’Arcy, Joonas Makkonen, Pedro Santa Clara, Jon Kamen, Jed Alpert e Abhishek Sharma.

Com o apoio de investidores do Brasil, Portugal e Estados Unidos, a Open Cities acredita que a tecnologia deve ampliar as possibilidades criativas dos cineastas e não substituí-los, afirmando que a inovação responsável pode desbloquear uma nova sustentabilidade criativa e económica para o cinema independente.

 

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