Lousã é caso de sucesso de empreendedorismo rural na UE
Relatório do Comité das Regiões Europeu apresentado em Bruxelas elogia município pelo empreendedorismo rural e destaca o êxito da recuperação das Aldeias do Xisto.
O Município da Lousã é um dos casos de sucesso de desenvolvimento sustentável e empreendedorismo rural, que vem mencionado no relatório de 2024 sobre o Estado das Regiões e dos Municípios Europeus, apresentado em Bruxelas.
Segundo o documento, editado pelo Comité das Regiões, “o município de Lousã está a revitalizar aldeias e territórios anteriormente abandonados, combinando o desenvolvimento rural, a atividade económica turística e a proteção e valorização das florestas“.
O documento distingue também a Galiza, em Espanha, como caso de sucesso em termos de desenvolvimento sustentável e empreendedorismo rural.
“A Galiza recebeu o Prémio Empreendedora Europeia pelo seu compromisso exemplar para o empreendedorismo inovador nas zonas rurais. A região capacita empreendedores locais e empresas determinadas para atuarem como resultados de desenvolvimento económico e de criação de emprego”, diz o relatório.
De acordo com o relatório, um em cada quatro cidadãos da União Europeia – mais de 110 milhões de pessoas – vivem no campo, o que cobre cerca de 75% do território da União Europeia.
Entre 2010 e 2020, uma em cada quatro explorações agrícolas (cerca de três milhões) desapareceram – uma média de 800 explorações agrícolas por dia.
Prevê-se que “30 milhões de pessoas possam desaparecer da Europa rural até 2033, em comparação com 1993”, lê-se ainda no documento.
Na nota introdutória do relatório, o presidente do Comité das Regiões Europeu aludiu à importância de os líderes europeus perceberem como é que as cidades e as regiões estão a lidar com os desafios da economia verde, transição digital, aumento das desigualdades e preparação para o futuro alargamento.
Vasco Cordeiro defende também a necessidade de a União Europeia ser mais próxima dos cidadãos, mais forte, mais coesa e mais ambiciosa.
“Dos centros urbanos às zonas rurais, nenhum canto da Europa deve ser esquecido”, concluiu.








