Despedir sem empatia pode deixar marcas: LHH alerta para o impacto na saúde mental

Foto: Pexels

A consultora de talento recorda que a forma como uma saída é conduzida é também uma questão de saúde mental, tanto para quem sai como para quem fica.

Nas vésperas do Dia Mundial da Saúde Mental,  a LHH Portugal chama a atenção para um aspeto muitas vezes esquecido nos processos de reestruturação: o impacto psicológico que a forma de comunicar uma saída tem sobre quem a vive.

Para a consultora, líder em outplacement em Portugal desde 1992, a reunião em que uma dispensa é comunicada está entre os momentos mais sensíveis da vida profissional de qualquer colaborador, com reflexos diretos no seu equilíbrio emocional e na forma como vive a transição.

Falta de clareza, ausência de empatia ou um discurso pouco preparado tendem a agravar um momento já de si difícil, gerando desconfiança e maior desgaste emocional. Já uma comunicação cuidada, transparente e humana ajuda a proteger a saúde mental de quem sai e a manter a confiança de quem continua na empresa.

“Como comunicamos uma saída diz muito sobre os valores de uma organização. Um processo conduzido com respeito protege a saúde mental das pessoas e, ao mesmo tempo, a reputação da empresa”, afirma Pedro Rocha e Silva, managing director da LHH Portugal.

A consultora sublinha que este cuidado não deve ficar apenas a cargo dos managers “Também as equipas de Recursos Humanos beneficiam de preparação específica para conduzir estas conversas e de apoio especializado à transição de carreira, de forma a acompanhar o profissional desde o primeiro momento”, pode ler-se em comunicaido.

A propósito do Dia Mundial da Saúde Mental, a LHH Portugal apela às empresas portuguesas para que atribuam aos processos de saída dos colaboradores o mesmo cuidado e atenção dedicados à integração de novos talentos, privilegiando uma abordagem que tenha em conta o bem-estar emocional e a saúde mental dos profissionais.

 

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