Negócios do Mês: compras nas áreas da logística e da cibersegurança

A Uber comprou a Transplace para fortalecer os seus serviços de logística e a Sophos adquiriu a Braintrace para dar um novo impulso à cibersegurança. Conheça os negócios deste mês.

Uber compra empresa de serviços de logística Transplace
A multinacional norte-americana Uber vai comprar a empresa de soluções e serviços de logística Transplace por 2.250 milhões de dólares (cerca de 1.908 milhões de euros), anunciou a plataforma digital de mobilidade.

A operação, feita através da subsidiária Uber Freight, vai criar uma das principais plataformas de tecnologia de logística num momento de transformação do mercado, avança a multinacional norte-americana.

Em comunicado, a Uber explicou que vai pagar 750 milhões de dólares (cerca de 637 milhões de euros) em ações e o restante em dinheiro ao fundo de investimento TPG Capital, atual dono da Transplace.

A Uber lembra que a aquisição total está ainda dependente da aprovação dos órgãos reguladores.

“As exigências de um mercado volátil e a crescente complexidade da logística global entram em colidão com as plataformas de transporte da era industrial. Por entre problemas de capacidade e de aumento dos custos de transporte, as transportadoras estão a adaptar as suas operações a um ritmo mais acelerado e procuram tecnologia, apoio e soluções”, assinalaram as empresas num comunicado conjunto.

Segundo o líder da Uber Freight, Lior Ron, a operação vai representar um avanço significativo para todo o ecossistema logístico, reunindo duas empresas complementares para criar uma plataforma que poderá “transformar toda a cadeia de abastecimento”.

Sophos adquire  Braintrace para impulsionar recursos de deteção de ameaças
A Sophos anunciou a aquisição da Braintrace, empresa que possui uma tecnologia patenteada de Deteção e Resposta de Rede (Network Detection and Response – NDR), para melhorar o seu Ecossistema Adaptativo de Cibersegurança, no qual se alicerçam todos os produtos e serviços da empresa, pode ler-se em comunicado enviado ao Link To Leaders.

Este acordo proporciona visibilidade sobre padrões suspeitos de tráfego de rede, incluindo tráfego encriptado, sem necessidade de desencriptação Man-in-the-Middle (MiTM), adicionando uma nova inteligência de ameaças aos serviços da Sophos: Resposta Gerida a Ameaças (MTR), resposta rápida, Tecnologia de Deteção e Resposta Alargada (XDR) e Data Lake.

Esta tecnologia vai também servir como ponto de partida para recolher e transmitir dados de eventos de terceiros a partir de firewalls, proxies, redes privadas virtuais (VPNs) e outras fontes, melhorando significativamente a deteção de ameaças, o threat hunting e a resposta a atividades suspeitas.

A Sophos tem o intuito de introduzir a tecnologia NDR da Braintrace para MTR e XDR no primeiro semestre de 2022.

Os programadores, cientistas de dados e analistas de segurança da Braintrace foram integrados nas equipas globais de Resposta Gerida a Ameaças (MTR) e Resposta Rápida da Sophos, uma estratégia que está incluída no processo de aquisição.

De acordo com a Gartner, “em comparação com as abordagens tradicionais, em que o comportamento malicioso é definido antecipadamente sob a forma de assinaturas pré-concebidas e motores de deteção que inspecionam o tráfego em busca de correspondências, o NDR escolhe uma outra abordagem. Em vez de apenas inspecionar o tráfego em busca de uma lista de maus comportamentos ou payloads, o NDR foca-se também em procurar padrões desconhecidos no tráfego da rede, calculando a probabilidade de aquela anomalia ser maliciosa”.

Joe Levy, Chief Technology Officer da Sophos, afirmou que não é possível “proteger o que não sabemos que existe, e é frequente as empresas de todas as dimensões errarem nos cálculos dos seus ativos e superfície de ataque, tanto físicos como na Cloud. Os atacantes tiram partido disto e escolhem, muitas vezes, ativos pouco protegidos como meio de acesso inicial. As equipas de defesa beneficiam agora de um ‘sistema de controlo de tráfego aéreo’ que vê toda a atividade da rede, revela ativos desconhecidos e desprotegidos e expõe malware invasivo de forma mais fiável do que os Sistemas de Proteção contra Intrusões (IPS)”.

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