BGI revela as melhores scaleups de 2020
Com dois prémios conquistados, a Sword Health foi reconhecida como a melhor scaleup de 2020 no evento Scaleup Portugal.
As melhores scaleups nacionais de 2020 foram divulgadas ontem e coube à Sword Health o título de grande vencedora ao acumular os prémios de Melhor Scaleup e de Melhor Scaleup de Medical and Health IT.
O Scaleup Portugal evento promovido pela BGI – Building Global Innovators, em parceria com o EIT Digital, reuniu 25 projetos, selecionados de acordo com indicadores fornecidos pela Informa D&B, entre os quais constam variantes como o capital levantado, as receitas totais, a relação capital/ receita e os empregos criados.
Deste grupo de finalistas, além da Sword Health, consagraram-se também vencedoras a Rows (ex- Dashdash) na categoria de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), a Go With Flow, em CleanTech and Industry 4.0, e ainda a UTRUST, na categoria de Consumer and Web.
Houve também lugar à atribuição de uma Menção Honrosa atribuída à DefinedCrowd e um “People´s Choice Award” conquistado pela Ophiomics.
O mercado à lupa
A par da atribuição destes prémios, o evento promovido pela BGI – Building Global Innovators foi também palco para a divulgação de algumas conclusões do seu relatório Scaleup Portugal, uma análise ao investimento e perfil das melhores scaleups no país. De acordo com o relatório, ecossistema de empreendedorismo e inovação em Portugal está num processo de amadurecimento constante.

O top 25 scaleups levantou, cumulativamente, mais de 117,8 milhões de euros e gerou mais de 113,4 milhões de euros em receitas, entre 2015 e 2020, valores abaixo dos observados em 2019, em 39,3% e 60,1%, respetivamente. Ainda de acordo com o relatório, as rondas de Serie A foram as principais responsáveis pelo capital levantado, com 28,72%, seguidas pelo financiamento em fase Seed, com 27,76%.
Nota-se ainda uma crescente participação de investidores nacionais, especialmente em fases mais iniciais, embora ainda se verifique uma dependência significativa de investimento estrangeiro, principalmente oriundo dos Estados Unidos da América (32,42%).
A categoria de TIC lidera o Top 25 em relação à atração de capital, com mais de 100 milhões de euros levantados, gerando receitas (50%) e empregos (47,6%).
Já os negócios B2B, que correspondem a 64% da tabela, são os que levantaram mais capital (67,79%), apesar de terem gerado menos receitas (apenas 20,12%) que o B2C. As start-ups de Consumer & Web são as mais representadas no top 25 (44%).
No item relativo aos fundadores das start-ups, destaque para o facto de a sua grande maioria ser do sexo masculino (87,5%). Contudo, regista-se um ligeiro aumento na representação feminina em 2020 ao passar para os 12,5%, contra os 9,68% de 2019. Por outro lado, os fundadores são altamente qualificados: no top 25, quase 75% possui pelo menos um mestrado, sendo a Universidade do Porto a instituição de ensino que encabeça as instituições de ensino de origem destes líderes (32,56%). Apesar da formação, a maioria não tem experiência na criação e gestão de start-ups.








