No Radar: as prioridades da CEO da Emerge: Mota-Engil Real Estate Developers até ao final do ano

Foto: Sílvia Mota, Chairwoman e CEO da Emerge Mota-Engil Real Estate Developers

Execução, foco e capacidade de decidir sem esperar por todas as respostas. É assim que Sílvia Mota, Chairwoman e CEO da Emerge: Mota-Engil Real Estate Developers, encara a reta final de 2026. Com a resiliência das infraestruturas cada vez mais no radar, a líder quer fechar o ano a transformar boas ideias em soluções concretas e com impacto.

Qual é a prioridade que vai concentrar mais a sua atenção nesta reta final de 2026?

Execução. Construímos as bases, criámos um sistema de inovação e temos hoje um portefólio muito relevante de projetos e oportunidades. A prioridade agora é fazê-lo acontecer: desbloquear, acelerar e transformar esse potencial em resultados concretos.

“Esperar por certezas pode ser mais arriscado do que tomar uma decisão”.

Que aprendizagem de 2026 está hoje a influenciar mais a forma como lidera?

Que não precisamos de ter todas as respostas para avançar. Esperar por certezas pode ser mais arriscado do que tomar uma decisão. Tenho procurado liderar cada vez mais através de boas perguntas, proximidade à realidade e capacidade de ajustar e corrigir rapidamente o caminho.

Qual é a decisão mais importante que ainda terá de tomar até dezembro?

Decidir onde a minha equipa precisa mais de mim e estar ao seu lado. Liderar também é perceber quando devemos apoiar, desafiar ou simplesmente dar espaço para que as pessoas assumam a iniciativa e façam acontecer.

 Que tema ou tendência está hoje no seu radar e não estava há seis meses?

A resiliência das infraestruturas. As tempestades dos últimos meses tornaram muito concreta uma questão que já não podemos tratar como excecional: como planeamos, construímos e adaptamos infraestruturas e cidades para responder a condições cada vez mais extremas?

“Temos de entregar hoje, preparar o amanhã e tentar antecipar um futuro que está a mudar muito depressa”.

Qual considera ser, neste momento, um dos maiores desafios para quem lidera?

Gerir simultaneamente horizontes temporais muito diferentes. Temos de entregar hoje, preparar o amanhã e tentar antecipar um futuro que está a mudar muito depressa. E fazer tudo isto sem perder a dimensão humana das organizações.

Complete a frase: Até ao final do ano, quero…

…ter transformado algumas das boas ideias em que temos vindo a trabalhar em soluções concretas e poder, finalmente, vê-las gerar impacto no mundo.

“No ano em que a Mota-Engil celebra 80 anos, o que estamos a construir hoje que ajudará a projetar os próximos 80?”.

Respostas rápidas: 

Uma oportunidade a acompanhar: A convergência entre tecnologia e o mundo físico — e o potencial transformador que daí resulta para as infraestruturas.

Um risco a não perder de vista: Deixarmos que a urgência ocupe o espaço daquilo que é importante.

Uma ideia que merece mais atenção: As cidades como plataformas reais de experimentação, onde podemos testar novas formas de viver, trabalhar, construir e relacionarmo-nos.

Uma palavra para definir esta reta final do ano: Foco.

A pergunta que me ocupa: No ano em que a Mota-Engil celebra 80 anos, o que estamos a construir hoje que ajudará a projetar os próximos 80?

Comentários

Artigos Relacionados