Negócios do mês: Fidelidade vende participação na Luz Saúde e promotoras algarvias compram Fábrica do Inglês
A seguradora Fidelidade vendeu 40% da Luz Saúde ao Grupo Macquarie, enquanto a Antrix e a Carvoeiro Branco compraram a Fábrica do Inglês em Silves.
A Fidelidade chegou a acordo com a Macquarie Asset Management, via Macquarie European Infrastructure Fund 7, para a venda de uma participação de 40% no capital da Luz Saúde por um preço base de 310 milhões de euros.
“Esta venda insere-se na estratégia de otimização do investimento da Fidelidade e de crescimento de médio e de longo prazo definida para a Luz Saúde. A oferta recebida da Macquarie Asset Management cumpria todas as condições definidas para darmos este passo e estamos confiantes de que é o parceiro certo para continuarmos a implementar, de forma consistente, a estratégia de crescimento definida para a Luz Saúde”, explicou Rogério Campos Henriques, CEO da Fidelidade.
Na sequência do negócio, a companhia seguradora manterá uma posição maioritária na Luz Saúde assegurando, assim, a continuidade da estratégia na área da saúde e a permanência da atual equipa de gestão que iniciará, aquando da conclusão da transação, um novo mandato para prosseguir o desenvolvimento da empresa.
Jorge Magalhães Correia, presidente do Conselho de Administração da Fidelidade e da Luz Saúde, acredita que “a parceria com a Macquarie assenta numa visão partilhada sobre o potencial da empresa e sobre a qualidade da sua equipa de gestão, ao mesmo tempo que abre novas oportunidades de crescimento numa área que continuará a ser uma prioridade para o grupo”. A aquisição desta participação pelo asset manager australiano avalia a Luz Saúde em mais de 1,1 mil milhões de euros.
Entretanto a conclusão da transação está prevista para o final de 2025, estando sujeita ao cumprimento das condições habituais neste tipo de operações, nomeadamente a obtenção das aprovações regulatórias necessárias.
Algarvia Fábrica do Inglês muda de mãos
A Antrix e Carvoeiro Branco, promotoras imobiliárias sediadas no Algarve, anunciaram a aquisição da emblemática Fábrica do Inglês, em Silves, e um investimento de 25 milhões de euros. Um negócio, afirmam as empresas, que representa um investimento de grande significado não só económico, mas também cultural e patrimonial para o concelho e para toda a região do Algarve.
“A Fábrica do Inglês é um marco incontornável da memória coletiva de Silves. O nosso objetivo é preservar a sua identidade e devolver-lhe a vida com um novo propósito que valorize o território e respeite a sua história. Orgulhamo-nos de estar em posição de reativar um espaço tão relevante para a cidade e para o Algarve”, afirmou Erik de Vlieger, fundador da Carvoeiro Branco.
O futuro da Fábrica do Inglês passará pela valorização da sua vertente cultural e da memória industrial que lhe deu origem, com destaque para a reabertura de um espaço aberto à comunidade, que volta a colocar a Fábrica no coração da vida cultural da cidade. O ponto de partida será a reabertura do Museu da Cortiça, distinguido em 2001 como o melhor museu industrial da Europa, ano em que recebeu mais de 100 mil visitantes.
O projeto definido para este local contempla a preservação e reabilitação dos edifícios históricos que compõem o complexo, com destaque para o icónico chalet do século XIX, que será cuidadosamente recuperado e continuará a acolher uma casa de chá.
Está igualmente prevista a instalação dos futuros escritórios da Antrix e da Carvoeiro Branco no interior de um dos edifícios históricos reabilitados, reforçando não só o enraizamento local das promotoras, como também o seu compromisso com a valorização e preservação do património edificado. A criação de uma unidade hoteleira de charme completará o projeto, promovendo novas dinâmicas económicas e culturais para a cidade, como é o caso da abertura de cerca de 80 novos postos de trabalho.
O início de obras está previsto para 2026 e terá um um prazo de dois a três anos para ficar concluído.








