Como a pandemia intensificou o contacto da WiseNext junto das start-ups participadas, os fatores diferenciadores da Reatia que fechou recentemente uma ronda de financiamento e a importância das imobiliárias disponibilizarem informação de qualidade foram alguns dos temas que estiveram em destaque no Spe Futuri, Investidores de hoje. Os convidados são Paulo Santos, managing partner da WiseNext, e Hugo Venâncio, CEO da Reatia.

 

 

Leia alguns headlines.

Paulo Santos, WiseNext

“Como em quase todos os setores de atividade, estes tempos têm sido mais complicados. No entanto, não é obviamente o setor que mais sofre [o do investimento de capital de risco], como está a acontecer com a hotelaria, a restauração. Mudaram algumas coisas, nomeadamente o contacto físico com algumas empresas. O que não quer dizer que haja menor contacto. Pelo contrário, atravessámos um período em que o contacto com os promotores foi o melhor de sempre. Porque este efeito de mentoring, que existe sempre quando estamos a trabalhar com as start-ups, intensificou-se. Não me lembro de estar tanto tempo ao telefone como nos últimos meses”.

“Do ponto de vista dos investimentos, há uma tendência para tentarmos proteger o nosso portefólio, as empresas que tinham maiores dificuldades. A procura de capital manteve-se e até cresceu porque algumas empresas tiveram mais dificuldades do no passado”.

“No nosso portefólio em concreto, deparamo-nos com um pouco de tudo. Há empresas que cresceram bastante durante este período porque um houve um fenómeno de procura de digitalização (…). Já outras empresas, como a MindProber, sendo uma empresa com um modelo de negócio espetacular, internacionalizada e com um modelo já estável, viu de repente pelo simples facto de estar ligada a grandes clientes ligados ao desporto, como a Fórmula 1 (…) o seu volume de negócios cair drasticamente. Felizmente neste momento já recuperou (…)”.

“A questão de conhecer bem o mercado, saber como é que as ideias se implementam é algo absolutamente crucial. A nossa seleção nas empresas começa pelos promotores, não pelas ideias. As ideias vêm depois. A entrada na Reatia vem precisamente da maturidade que senti por parte da equipa que liderava este projeto”.

Hugo Venâncio, Reatia

“Podemos dar-nos ao luxo de utilizar os grandes chavões que estão em voga no mercado: inteligência artificial, big data, algoritmo (…). A questão é que estes chavões estão a ser usados de uma forma bastante incorreta, mas é mais uma questão de marketing. A Reatia tem uma vantagem muito grande. Nós conseguimos pôr em prática todos estes chavões num conceito de negócio que é inovador e único no mundo”.

“As plataformas agregadoras existem há muito tempo, nomeadamente MLS. No nosso caso, o que nos difere do mercado são vários aspetos. Primeiro, o nosso conhecimento dos negócios. Eu trabalhei 10 anos no mercado e conheço as suas dores (…). Toda a nossa equipa de vendas foram consultores imobiliários. Acho que um dos fatores de sucesso da Reatia é falarmos a linguagem do mercado imobiliário. (…). Outro fator diferenciador e que posso dizer que somos únicos no mundo é a nossa tecnologia. Somos uma Protech e utilizamos vários tipos de inteligência artificial”.

“Trabalhamos sobre vários tipos de fontes. Há umas fontes que são mais fidedignas que outras. Vou dar dois exemplos que são opostos. Geralmente temos os sites corporativos, como a Remax, e temos os portais imobiliários. Normalmente os portais imobiliários são fontes com pouca informação, por exemplo, se está vendido ou não ou o estado do imóvel (…).  Os portais duplicam os anúncios dos promotores. A Reatia recolhe de um mesmo imóvel de várias fontes e tentamos conjugar e casar as várias informações para dar informação fidedigna. Outra coisa que fazemos é que quem utiliza a Reatia consegue ter acesso a informação de cada promotor”.

Reveja as conversas anteriores:

António Murta, fundador e CEO da Pathena, e Renato Oliveira, fundador e CEO da eBankit.
João Brazão, CEO da Eureekka e business angel, e João Marques da Silva, CEO da CateringAssiste.
Francisco Horta e Costa, managing director da CBRE, e Ricardo Santos, CEO da start-up Heptasense.
João Arantes e Oliveira, fundador e partner da HCapital Partners, e Nuno Matos Sequeira, diretor da Solzaima.
Tim Vieira, CEO da Bravegeneration, e Pedro Lopes, fundador da Infinitebook.
Luís Manuel, diretor executivo da EDP Innovation, e Carlos Lei Santos, CEO e cofundador da HypeLabs.
António Miguel, fundador e CEO da MAZE, e Guilherme Guerra, fundador e CEO da Rnters.
João Amaro, Managing Partner da Inter-Risco, e Carlos Palhares, CEO da Mecwide.
Pedro Lourenço, administrador da Ideias Glaciares, e Pedro Almeida, fundador e CEO da MindProber.
Alexandre Santos, diretor de investimento na Sonae IM e cofundador da Bright Pixel, e João Aroso, cofundador e CEO da Advertio.
Francisco Ferreira Pinto, partner da Bynd Venture Capital, e Eduardo Freire Rodrigues, cofundador e CEO da UpHill.
Basílio Simões, business angel e fundador da Vega Ventures, e Gustavo Silva, cofundador e CMO da Homeit.
Manuel Tarré, presidente da Gelpeixe, e Nuno Melo, cofundador e sócio da Boost IT.
José Serra, fundador e managing partner da Olisipo Way, e Tocha Serra, Partner & Startup Spotter da Corpfolio.
Stephan Morais, fundador e diretor-geral da Indico Capital Partners, e André Jordão, CEO da Barkyn.
Ricardo Perdigão Henriques, CEO da Hovione Capital, e Nuno Prego Ramos, CEO da CellmAbs.
Pedro Ribeiro Santos, sócio da Armilar Venture Partners, e Jaime Jorge, CEO da Codacy.
Miguel Ribeiro Ferreira, investidor e chairman da Fonte Viva, e João Cortinhas, fundador e CEO da Swonkie.
Cíntia Mano, investidora que está ligada à REDangels e à COREangels Atlantic, e Marcelo Bastos, fundador da start-up Sizebay.
Diamantino Costa, cofundador da Ganexa Capital, e Nuno Almeida, CEO da Nourish Care.
David Malta, Venture Partner do fundo de investimento Vesalius Biocapital, e Daniela Seixas CEO da TonicApp.
Sérgio Rodrigues, presidente da Invicta Angels, e Ivo Marinho, cofundador e CEO da StoresAce.
Alexandre Barbosa, Managing Partner da Faber, e Carlos Silva, cofundador da Seedrs.
Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto, e Nuno Brito Jorge, cofundador e CEO da GoParity.

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