O mais recente European Innovation Scoreboard (EIS) coloca Portugal no grupo dos “inovadores fortes”. O nosso país ocupa agora a 12.ª posição na tabela geral da inovação na Europa. Uma subida que resulta da ponderação média de 27 indicadores.

Na verdade, nos últimos dois anos saltamos de 84 para 105 pontos. Todavia, e para alcançarmos o pelotão da frente, é necessário reforçar as ligações entre o setor privado e o setor público na investigação e desenvolvimento (I&D).

Um Calcanhar de Aquiles que desde sempre tem condicionado um mais célere avanço, progresso e crescimento do país. Tantas serão as vezes que somos confrontados com as supostas diferenças desses dois universos. Seja o desencontro entre a oferta e a procura, seja a discrepância entre o urgente e o diferível, seja a desadequação entre o indispensável e o supérfluo. Seja a divergência de códigos linguísticos. Seja a dissonância de tabelas remuneratórias.

Mas hoje debrucemo-nos sobre as boas notícias que enaltecem o ambiente favorável à inovação em Portugal: Pequenas e Médias Empresas (PME) inovadoras internamente (produtos, processos, recursos), entradas líquidas de investimento direto estrangeiro, nascimento de novas empresas, penetração de banda larga, estudantes estrangeiros de doutoramento, etc.

Tal performance permitiu que tivéssemos a maior melhoria de desempenho, seguido pela Estónia e Bélgica. Aliás, fomos a única nação a mudar da categoria de “inovadores” moderados” para a categoria de “inovadores fortes”. Melhor apenas o Luxemburgo que doravante é Líder de Inovação.

Acrescente-se que nesta maratona para inovar, a Europa perde terreno para países como a Coreia do Sul, a Austrália ou o Japão. O desempenho da China, por exemplo, cresceu mais de cinco vezes do que a União Europeia desde 2012. Isto apesar do otimismo da comissária Mariya Gabriel: “a EU pós-covid será mais forte e mais unida do que nunca, tirando partindo da sua criatividade e do seu desempenho em matéria de inovação”

*ANETIE – Associação das Empresas das Tecnologias de Informação e Electrónica.

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Licenciado em Engenharia de Electrónica e Telecomunicações, pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa (1984/1989), José Pedro Salas Pires é atualmente presidente da ANETIE – Associação das Empresas das Tecnologias de Informação e Electrónica. Isto depois de ocupar outros cargos em... Ler Mais