Em maio, depois da Tesla se ter tornado na fabricante de carros mais valiosa dos Estados Unidos, Elon Musk admitiu ao The Guardian que as ações da empresa estavam sobrevalorizadas. Dois meses depois o preço desceu 17%.

“Este valor de mercado é mais alto do que merecemos”. Foram estas as palavras que Elon Musk usou em maio numa entrevista ao The Guardian. Independentemente das palavras do CEO da atual fabricante de carros mais valiosa dos Estados Unidos, os investidores continuaram a apostar nas ações da Tesla. Nas cinco semanas seguinte, o preço das ações subiu 22%, atingindo o valor mais alto de sempre no dia 23 de junho.

As pequenas margens de lucro do novo Tesla Model 3 e o abrandamento das vendas da marca levaram as ações a cair 17% nestas duas últimas semanas. O resultado disto é a grande quebra indicada no título: a perda de 1,5 mil milhões de euros em património líquido do CEO da Tesla. Elon Musk vale atualmente 13,4 mil milhões de euros, segundo o ranking em tempo real da norte-americana Forbes, ocupando assim a 69º posição deste top.

Apesar desta queda, que parece ter chegado a um fim, visto que na segunda-feira, dia 10, as ações da Tesla voltaram a valorizar, 2016 foi um ano bastante lucrativo para o líder da marca de carros elétricos, tendo juntado mais de 2,5 mil milhões de euros à sua fortuna.

Para além da indústria automóvel, Musk faz parte de vários projetos ambiciosos como o SpaceX, que tem como objetivo instalar uma colónia em Marte, e da The Boring Company, que pretende construir túneis por baixo de Los Angeles.

O atual CEO da Tesla criou a sua primeira fortuna em 1999, ao vender a sua empresa de software Zip2 à Compaq por mais de 260 milhões de euros. Três anos depois arrecadou uma quantia ainda maior depois de vender o Paypal, da qual era cofundador, ao eBay por mais de mil milhões de euros.

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