Tecnologia está a “ressuscitar” celebridades musicais

São músicos e cantores mundialmente reconhecidos, que fizeram a banda sonora da vida de muitas pessoas pelo mundo fora, mas que já morreram. Agora, a tecnologia está a “ressuscitá-los”.

A tecnologia e a inteligência artificial estão a transformar o conceito de morte no caso de algumas celebridades da universo artístico, uma vez que anos depois de terem desaparecido, estas “regressam à vida” com o recurso a ferramentas de reconstrução de voz ou, inclusive, com a  recriação de imagens para marcarem presença nos videoclipes que promovem os seus “novos” trabalhos e dão continuidade ao legado musical que deixaram.

John Lennon é uma das mais recentes celebridades a ser “ressuscitada” pela inteligência artificial, seguindo uma tendência que nos últimos tempos tem acontecido no meio artístico, mas não só. O cantor, falecido em 1980, juntou-se aos ex-Beatles Paul McCartney e Ringo Starr, ainda no ativo, para lançar a música  “Now and Then”.

O trabalho foi composto a partir de gravações deixadas por Lennon há mais de quatro décadas, agora com arranjos de Paul McCartney e Ringo Starr. Com a particularidade de a produção final ter recorrido à inteligência artificial, concretamente através de um programa desenvolvido pelo realizador Peter Jackson (que está a produzir um documentário sobre a banda) que conseguiu separar os diversos instrumentos e vozes que apareciam nos vídeos antigos da banda britânica.

Assim, através de machine audio learning foi possível retirar os ruídos da demo feita por Lennon em 1970, e desta forma foi lançado um novo tema que conta com guitarras de George Harrison, gravadas em 1995, e as vozes Paul McCartney e Ringo Starr, num vídeo que mistura filmagens atuais e imagens de arquivo do grupo.

Mas este é apenas um dos exemplos do poder da tecnologia para recuperar algumas lendas do mundo musical. Outro dos nomes que está a ser avançado como um regresso possível é o da cantora francesa Edith Piaf. A start-up ucraniana Respeecher, especialista em IA, está por trás de algumas destas inovações e, recentemente, revelou que iria recriar a voz de Piaf para incluir numa futura cinebiografia sobre a cantora desaparecida há 60 anos.

A par da voz, também a aparência visual dos artistas tem sido recriada, essencialmente, através de hologramas usados em vídeos criando, assim, a ilusão de que estão vivos. Em 2014, por exemplo, Michael Jackson apresentou-se no Billboard Awards e, mais recentemente, na saga Start Wars os já falecidos Carrie Fisher e Peter Cushing voltaram a integrar o filme através de meios digitais.

Comentários

Artigos Relacionados