A experiência profissional em diversas geografias ensinou-me que num contexto global, a competência técnica é apenas o ponto de partida. A eficácia depende também da capacidade de compreendermos e nos adaptarmos a diferentes realidades organizacionais e culturais.
Num mundo obcecado por inovação, disrupção e velocidade, a consistência tornou-se subvalorizada. Fala-se muito em ideias novas, estratégias arrojadas e mudanças rápidas, mas ignora-se um fator decisivo para o sucesso sustentável: a capacidade de fazer bem, repetidamente, ao longo do tempo.
Antes de uma conferência sobre tendências de marketing para um grupo empresarial, um dos meus interlocutores solicitava-me: “por favor, mencione várias vezes a palavra sustentabilidade porque as pessoas são muito recetivas à ideia”.
Quando olhamos para a dinâmica dos mercados é costume citarmos os exemplos de empresas que se têm destacado pela positiva, independentemente do seu setor de atividade. É neste contexto que no dia a dia nos referimos à Tesla, Amazon, Google, Google, Spotify, AirBnB, Netflix, Uber, Alibaba e tantas outras.
“Sem Vantagem Competitiva, não concorra!” foi o tema do último artigo. Isto é verdade para qualquer start-up que entra numa indústria, mas também para qualquer start-up ou empresa que quer continuar numa indústria.
Na minha opinião, Vantagem Competitiva (VC) é um dos conceitos mais maltratados de toda a literatura de gestão e estratégia.









