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Lideranças disruptivas

Numa era definida pela mudança rápida e pela inovação, o papel da liderança tem vindo a evoluir. Os modelos tradicionais de liderança estão a ser desafiados por líderes disruptivos que não apenas navegam nas incertezas, mas, e sobretudo prosperam nelas.

Valores em movimento

“Abre os teus braços à mudança, mas não abras mão dos teus valores"-Dalai Lama. Esta frase poderia resumir toda esta reflexão. Fala de evolução e crescimento, sem nos perdermos de quem somos. Fala de abraçar o desconhecido e inovação, sem abrir mão dos nossos valores mais profundos.

Coragem estratégica

O próximo ciclo económico será muito desafiador para as lideranças. A volatilidade e a incerteza já são uma realidade. Liderar nestes contextos exige tomar todas as ações defensivas corretas e, ao mesmo tempo, tirar partido da volatilidade e incerteza e utilizá-las como catalisadores para galvanizar ações em torno de novas oportunidades de crescimento futuro da organização e das suas pessoas.

A minha vida profissional começou dentro de um carro

A minha vida profissional começou dentro de um carro. O meu pai costumava dizer que a minha formação tinha sido um desperdício. Tanto tempo a estudar em Coimbra, em Inglaterra, com um canudo na mão e de que me tinha valido a pena? Tinha acabado como uma simples “caixeira viajante” como muitos sem formação.

O sistema híbrido de trabalho

Nunca como hoje, ouvimos e debatemos expressões como flexibilidade laboral, bem-estar, novos modelos de trabalho, clima organizacional, contrato psicológico, adaptação e tantos outros.

Saúde mental: formas mais sustentáveis de trabalhar

Escrever sobre saúde mental em ambiente corporativo ainda é visto como um tabu, envolto em estigmas. Existe ainda uma grande dificuldade por parte dos colaboradores em falarem de forma aberta e honesta. Por outro lado, as lideranças estão pouco despertas para o tema, fruto de lideranças assentes no “always on” e “multitasking”, com inúmeras horas de trabalho, a qualquer dia da semana, “tarefeiros-mor” sem qualquer propósito no seu trabalho, nem para si nem para a organização.

Gerações diferentes ou pessoas diferentes?

Várias vezes, oiço as gerações mais novas dizerem que querem perceber o propósito da sua empresa, ter autonomia, poder fazer a diferença, ter protagonismo. Preferem projetos com responsabilidade em vez de uma função “à tarefa” (faz isto ou faz aquilo) e ter flexibilidade no modo como organizam o seu trabalho. Mas eu, que já passei dos 60, digo o mesmo…