Tempos houve, na pandemia, em que muito se disse “nunca desperdices uma boa crise”. E muitos de nós foi o que acabámos precisamente por fazer.
Como todos sabem, o quiet quitting não é mais que uma situação, não tão circunstancial quanto isso, em que tu, enquanto colaborador de uma empresa, te desvinculas ou vais desvinculando do teu trabalho, tornando-te cada vez menos comprometido com a organização, o que te faz quase literalmente parar de contribuir de forma efetiva para a mesma e sem formalmente te demitires da mesma.
Tem-se tornado insaciável a procura pela gratificação imediata sendo que o mundo, e tu (e eu) mesmo, se vão afogando num abismo de superficialidade e vaidade.
Andou por aí a história da Rita Piçarra e da reforma aos 44 anos. A Rita não se reformou, nem pode, mas a Rita alcançou a sua independência financeira, e isto sim, pode.
Nos últimos tempos tenho lido algumas intervenções de pessoas que me são muito queridas sobre o quiet quitting e sobre a great resignation e sobre as formas de mitigar ou contornar tais movimentos.
Disclaimer inicial: sou totalmente a favor da utilização da inteligência artificial. É impossível parar este movimento e será virtualmente impossível regular as ramificações.
A combinação de macrotendências com a adoção de tecnologias pode abrir uma oportunidade única aos mais velhos. Porquê? Porque têm experiência de trabalho, curva de aprendizagem já conhecida sobre processos de mudança, exposição à incerteza e invulgar capacidade de adaptação.
Existem várias razões pelas quais pode ser benéfico teres uma líder feminina, independentemente de que sejas enquanto subordinado ou colaborador. Apresento-te alguns dos racionais que te levarão a repensares esse estereótipo de que te sentirias melhor com um líder homem.
Não consigo compreender bem esta cultura maluca de feedback constante que se instalou.
A questão não é nova. O tema menos ainda. Colocada a pergunta desta forma não se torna de resposta fácil. Goffee e Jones já pegaram nesta questão no ano 2000 numa publicação da Harvard Business Review, sempre atual. E mesmo antes disso já havia muitos tópicos relacionados quer com o tema, quer com a questão.
No geral o homo sapiens atual fabricou uma sociedade, à falta de melhor termo, onde se empenha por ter como pináculo o seu propósito. E um propósito permanente. Nada contra. E também nada contra a palavra, mas é preciso acautelar que ela não é mais que uma derivada de meta ou grande objetivo – já muito batidas – ou até de finalidade ou sentido de vida.
Muitos ex-alunos (e não só) me procuram para insights, dicas, opiniões. Cada vez mais, esses ex-alunos têm idades próximas da minha ou são mais velhos que eu. Quando se começa cedo nesta profissão de professor há uma altura em que há muita gente mais velha que nós próprios. Mais tarde estamos na média.







