A Nova SBE, em Carcavelos, recebe amanhã a primeira edição da Leadership NEXT GEN, iniciativa dedicada à liderança jovem. O evento reúne participantes entre os 15 e os 25 anos e promete uma tarde de debates, inspiração e partilha de ideias.
São variados os estudos realizados sobre o comportamento de compra do novo consumidor, mas todos coincidem num ponto: registam-se mudanças de grande intensidade no que respeita ao panorama global do consumo.
Quanto menos idade têm as pessoas que entram nas empresas (para efeitos de trabalho, e vamos colocar aqui a fasquia entre os 18 e os 27 anos de idade à data de 2024)mais probabilidade terão de ter “absorvido” uma lógica e uma aproximação às empresas que é substancialmente diferente da aproximação ao trabalho de há uns anos (e não são muitos).
Estudo da Michael Page mostra que a ascensão multigeracional está a transformar o mercado de trabalho e que discriminação continua a ser uma realidade nos locais de trabalho em Portugal.
Antes viajar que subir na carreira ou comprar uma casa. Estas são algumas conclusões da pesquisa sobre o comportamento da geração millennial para os próximos anos.
Carta a um filho: “Uma parte da geração dos teus avós emigrou para fugir à miséria. Quando terminares o teu curso, se tiveres de partir, fá-lo com alegria e determinação, não como um castigo, mas antes como mais uma oportunidade de crescimento na tua vida, para mais tarde regressares e contribuíres para um Portugal mais desenvolvido, próspero e competitivo não apenas para a tua geração, mas também para a dos teus futuros filhos.”
O mundo empresarial tem enfrentado um desafio cada vez mais evidente, o chamado “gap geracional”. Millennials, Baby Boomers, Geração Y, Z, E, R, T, e todo o alfabeto que for necessário – a diferença de opiniões, perspetivas e abordagens das diferentes gerações dentro do ambiente de trabalho são cada vez mais visíveis.
Nos últimos tempos tenho lido algumas intervenções de pessoas que me são muito queridas sobre o quiet quitting e sobre a great resignation e sobre as formas de mitigar ou contornar tais movimentos.
Em Portugal, ainda existe um fosso entre as novas e as velhas gerações. A geração mais preparada de sempre está pouco presente quer nos centros de decisão política, quer nos centros de decisão económica.
Tendo em conta os últimos anos, altamente conturbados social e economicamente por causa da pandemia, os profissionais mais jovens poderiam estar mais inclinados a aceitar qualquer oportunidade de carreira disponível, mas fenómenos globais como a “Great Resignation” mostram que as prioridades e aspirações dos colaboradores estão a mudar, bem como os benefícios, o respeito, a valorização e a qualidade de vida que esperam encontrar no local de trabalho.
Várias vezes, oiço as gerações mais novas dizerem que querem perceber o propósito da sua empresa, ter autonomia, poder fazer a diferença, ter protagonismo. Preferem projetos com responsabilidade em vez de uma função “à tarefa” (faz isto ou faz aquilo) e ter flexibilidade no modo como organizam o seu trabalho. Mas eu, que já passei dos 60, digo o mesmo…
Tente pensar no mundo dentro de 10 anos. Consegue? Como é lógico, penso que vão continuar os tempos confusos para Portugal, para os portugueses e para as empresas. Mesmo continuando a existir as esperadas mudanças em todas áreas, nomeadamente tecnológicas, médicas, sociais, do meio ambiente, entre outras.
















