O desafio que estamos todos a viver parece impor-nos a necessidade de reinvenção! Embarcámos num processo de transformação que ultrapassa as empresas e a sociedade, e a esta distância até nós próprios. Nunca a tecnologia esteve tão presente nas nossas vidas, e nunca estivemos tão dependentes dela, inclusivamente para “viver” com alguma “normalidade”.
Na capa da revista The Economist (2017) em destaque principal lê-se: “The world’s most valuable resource is no longer oil, but data”. Neste famoso artigo é apresentado um novo “recurso”, os dados, e uma nova indústria lucrativa e em rápido crescimento.
Há muito que procuramos inteligência nas máquinas. A inata necessidade de comunicar é um desígnio ancestral. Desenvolvemos a crença de comunicar com todo o tipo de seres. Atualmente, procuramos em Marte novas formas de vida, escutamos o universo, tentando interpretar o som de um grito que foi dado há milhares ou milhões de anos. Somos assim!
É inquestionável, estamos mais vulneráveis! Mas gosto de pensar como Brené Brown: “vulnerabilidade não significa fraqueza da nossa parte, mas sim coragem, e sermos mais humanos”. Sermos mais humanos é constatar que “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”.
Vivemos tempos onde tudo parece mais rápido, a ficção científica rapidamente se transforma em facto científico, novos serviços e novos dispositivos entram no mercado todos os dias, a competição é permanente!
Na eterna luta entre homem e máquina, a ficção e Hollywood, em particular, fizeram-nos acreditar que a IA é composta por máquinas dotadas de uma inteligência superior, mais ou menos sanguinárias, que se não forem vencidas têm como objetivo geral a aniquilação de todos ou a subjugação da espécie humana!







