Todos os dias morre qualquer coisa em nós. Pequenas abdicações que mal registamos. O entusiasmo por um projecto que se esvai após a terceira reunião inconclusiva. A conversa que não iniciamos com um desconhecido. O livro que continuamos a querer ler até esquecermos porque era importante. A pergunta que engolimos — em reuniões, à mesa, na cama — porque o momento parece errado.






