A Europa tem talento, ambição e start-ups em crescimento, mas as lacunas regulatórias, de capital e de talento podem travar a sua liderança global, alerta o 11.º relatório da Atomico, que aponta para um setor tecnológico europeu avaliado em quase 3,7 triliões de euros.
A empresa de capital de risco revela que até ao fim de 2024 as tecnológicas portuguesas estão no bom caminho para angariar cerca de 92 milhões de euros.
Num montante global de 1,12 mil milhões de euros, os dois novos fundos da londrina Atomico estão vocacionados para diferentes estágios de maturidade das start-ups.
Segundo um estudo da Atomico, a Europa ultrapassou este ano os EUA em termos de criação de novas empresas tecnológicas. O velho continente conta com cerca de 14 mil novos fundadores e o continente americano com 13 mil.
Portugal tem dos índices mais elevados de emprego no setor da tecnologia e está em contraciclo com os restantes países europeus, segundo relatório da Atomico. Em entrevista ao Link To Leaders, Tom Wehmeier, partner e diretor do departamento de estudos da empresa de capital de risco, revela que "assistimos este ano a um forte aumento do investimento em Portugal, com os níveis de 2022 a excederem os de 2021 em mais de 3,4 vezes".
Portugal continua a privilegiar as equipas de fundadores mistas em comparação com os restantes mercados europeus, aponta o mais recente relatório da Atómico, que coloca o nosso país no topo dos que apresentam uma maior taxa de emprego no setor das tecnologias.
A Atomico liderou a ronda de investimento de 120 milhões de dólares. A Factorial utilizará o financiamento para ampliar as operações, inclusive no mercado português.
A maioria dos unicórnios nascidos na Europa continua a tornar-se norte-americana a partir das primeiras rondas de levantamento de capital que envolvem montantes significativos. A análise é da Atómico.
As empresas europeias de tecnologia atraíram financiamento recorde, apesar dos problemas provocados pelo Covid-19. Pela primeira vez, a Europa soma um nível de investimento em start-ups em fase de early stage equivalente ao dos Estados Unidos.
A 7.ª edição do relatório analisa o panorama da indústria tecnológica na Europa e em Portugal e revela como as tecnológicas europeias estão a transformar-se em potências mundiais.
Mattias Ljungman apercebeu-se ainda quando estava na Atomico de uma falha no investimento “seed” na Europa, com os fundos de investimento a apostarem particularmente nas rondas “series A”. Para colmatar esta falha, lançou o seu próprio projeto, a Moonfire Ventures.
A Atomico acaba de anunciar que selecionou 18 novos e variados perfis para o seu 3º programa dedicado a business angels. A empresa de capital de risco irá distribuir pelos novos investidores um envelope de 100 mil dólares (83 mil euros) para investirem em start-ups europeias.
















