As dez start-ups europeias incluídas nesta lista fecharam rondas de investimento superiores a 100 milhões de euros.

O relatório da Atomico sobre o ecossistema europeu em 2018 revelou um crescimento considerável no investimento recebido pelas start-ups. Se em 2013 os projetos europeus só tinham conseguido levantar 4.3 mil milhões de euros, em 2018, o valor cresceu para os 20.2 mil milhões.

Apesar deste valor representar apenas ¼ daquilo que é feito nos Estados Unidos, há um claro sinal de maturação, que é igualmente apoiado pela quantidade de rondas de investimento superiores a 100 milhões de euros recolhidas pelas start-ups europeias. Nos últimos 12 meses, houve 23 projetos a fecharem estas “mega” rondas – o mesmo número que 2017, mas mais do dobro do que 2016, onde só houve 11 investimentos desta magnitude.

No pódio das “mega” rondas encontramos o Auto1, um marketplace alemão de carros, que conseguiu levantar 460 milhões de euros do japonês Softbank. Na verdade, foram os projetos inseridos no mercado vertical dos transportes que receberam mais rondas superiores a 100 milhões de euros.

A lista que se segue inclui dez projetos europeus fundados depois de 2010 que se protagonizaram   investimentos daquele montante:

Auto1 (Transportes): Todos os dias são adicionados mais de 3 mil carros ao Auto1. Desde 2012, altura em que foi fundado, que é um dos marketplaces mais reconhecidos da Europa. Esta start-up de Berlim conta com 3.500 empregados e já opera em mais de 30 países. Em janeiro de 2018 recebeu 460 milhões de euros do Softbank.

Taxify (Transportes): Fundada em Talin, na Estónia, em 2013, a Taxify tornou-se numa das maiores plataformas de mobilidade da Europa. A start-up comandada por Markus Villig atingiu recentemente o estatuto de unicórnio, depois de ter recebido uma ronda de investimento de 153 milhões de euros liderada pela Daimler.

GoEuro (Transportes): Autocarros, comboios e aviões. Estes são os três meios de transporte disponibilizados na plataforma de compra de bilhetes online criada pela GoEuro. Com sede em Berlim, Alemanha, esta start-up criada em 2012 fechou uma ronda de series D no valor de 130.5 milhões de euros. Com uma operação conduzida em 36 países, a plataforma tem mais de 27 milhões de utilizadores diários.

Glovo (Transportes): A Glovo opera no mercado feroz das entregas. No entanto, ao contrário das outras start-ups, os condutores que trabalham para a Glovo podem fazer entregas de quase tudo – seja comida, dispositivos eletrónicos ou flores. O projeto tem pouco mais de três anos e já conta com 800 empregados e 21 mil estafetas para uma operação que se estende a 75 cidades, de 20 países. Em julho de 2018 a plataforma recebeu 115 milhões de euros. Esta start-up é uma das que apresenta uma maior taxa de crescimento na Europa.

CityBee (Transportes): Com base em Vilnius, na Lituânia, a CityBee quer tornar-se numa das maiores plataformas de car-sharing da Europa. A operação, que já se expandiu para a Polónia, recebeu recentemente um empurrão da empresa-mãe com uma injeção de 110 milhões de euros. Só em 2018, houve mais de 1.2 milhões de viagens feitas com a aplicação mobile. Daqui a três anos a CityBee espera ter 61 milhões de pessoas espalhadas pelo mundo a utilizar os seus serviços.

Revolut (Fintech): A conhecida fintech londrina Revolut fechou uma ronda de 218 milhões de euros em abril. Com pouco mais de três anos de existência, esta start-up tem uma avaliação de 1.7 mil milhões de euros e diz contar com mais de dois milhões de clientes.

Atom Bank (Fintech): Também vinda do Reino Unido, a Atom Bank é outra fintech em ascensão no ecossistema europeu. A start-up tem fechado rondas de investimento de forma consistente desde 2012, altura em que foi criada. A mais recente, de 164 milhões de euros, aconteceu em março e foi liderada pelo banco espanhol BBVA.

Graphcore (Inteligência Artificial): A Graphcore é uma produtora de processadores e software para inteligência artificial fundada em Bristol, no Reino Unido, há apenas dois anos. A empresa fechou uma ronda de 175 milhões de euros em dezembro que contou com o apoio da BMW e da Microsoft. O projeto conta atualmente com uma avaliação de 1.5 mil milhões de euros.

BenevolentAI (Inteligência Artificial): Esta start-up de Londres, criada em 2013 está a transformar a forma como a medicina é desenhada, desenvolvida e testada. A equipa fundadora conta com o apoio de centenas de cientistas de topo e está a desenvolver uma plataforma que utiliza big data para encontrar novas formas de tratar doenças, desenvolver novos remédios e aferir como os pacientes respondem aos tratamentos. O projeto recebeu 100 milhões de euros de uma ronda de investimento fechada em abril de 2018.

Moonbug (Kid tech): A Moonbug quer revolucionar o entretenimento das crianças. Fundada em 2018, desenvolve conteúdo inspirador e cativante para manter as crianças entretidas. Compaixão, empatia e resiliência são três valores que a Moonbug tem como objetivo passar ao seu público-alvo. Para além disso, o projeto diz apostar não só no apoio ao desenvolvimento cognitivo – com o ensino de números e de vocabulário –, como também no desenvolvimento de competências sociais. O projeto, que tem menos de um ano de existência, recebeu 132 milhões de euros numa ronda de investimento de series A em dezembro.

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